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Quattroruote
Mercedes SLS AMG
Asas para o futuro Novo superesportivo da Mercedes, com motor V8 de 571 cv, usa alumínio em sua estrutura e carroceria
Reportagem Quattroruote Texto Adaptado Ana Flávia Furlan
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| RETRÔ, MAS FUTURISTA A nova SLS tem as mesmas asas de gaivota da lendária Mercedes 300 SL de 1955, mas todo o resto é projetado para o futuro. Na Europa, custará 200 mil euros, menos da metade do valor da SLR McLaren que substitui |
Na ordem do nosso alfabeto, depois do R vem o S. Na Mercedes também: depois da SLR McLaren, vem a SLS AMG. Se a sigla muda pouco, os dois modelos, ao contrário, não têm absolutamente nada em comum: mudam os protagonistas, os materiais utilizados e a tecnologia. Os ingleses da McLaren, com a experiência acumulada na F-1 na utilização do carbono para a construção das carrocerias, terminaram há pouco a produção da SLR, e a alemã AMG utilizará o alumínio para a estrutura e a carroceria da SLS, a nova super GT (Grand Turismo) da Mercedes. Obviamente, o modelo estará associado às duas marcas, para que seja exclusivo o bastante a ponto de agradar clientes de um nicho de mercado onde disputam Ferrari, Aston Martin e outros.
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| DOIS LUGARES, CARDÃ DE CARBONO À esquerda, o interior do SLS: são apenas dois lugares, que ficam bem separados um do outro pelo túnel central que abriga o cardã de carbono, responsável por ligar o poderoso V8 dianteiro preparado pela AMG, à caixa de câmbio manual automatizado de dupla embreagem, que fica na traseira |
No Sl, as portas do tipo "asa de gaivota" não eram uma simples opção de design, mas uma necessidade construtiva
O fato de a McLaren ser responsável pelo modelo esportivo da Mercedes há tempos vinha causando um certo mal-estar dentro do grupo. Fundada há 42 anos, a AMG (que inicialmente era uma preparadora independente de modelos Mercedes) é hoje o braço esportivo da marca e, por isso, pelo menos em tese, deveria ser a responsável pelo projeto. Com cerca de 800 funcionários, a empresa fundada por Hans Werner Aufrecht (A) e Erhard Melcher (M) na cidade de Grossaspach (G) vendeu nada menos do que 24.200 supercarros em 2008 e mostrou ter competência suficiente para produzir o primeiro carro inteiramente seu. Até o momento, a empresa comercializava apenas modelos de luxo da marca com um refinado tuning "original de fábrica" e tambén preparava os motores V12 fornecidos para o Pagani Zonda.
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