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Agosto/2009
     
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Mercedes SLS AMG
Asas para o futuro
Novo superesportivo da Mercedes, com motor V8 de 571 cv, usa alumínio em sua estrutura e carroceria

Reportagem Quattroruote Texto Adaptado Ana Flávia Furlan

RETRÔ, MAS FUTURISTA A nova SLS tem as mesmas asas de gaivota da lendária Mercedes 300 SL de 1955, mas todo o resto é projetado para o futuro. Na Europa, custará 200 mil euros, menos da metade do valor da SLR McLaren que substitui

Na ordem do nosso alfabeto, depois do R vem o S. Na Mercedes também: depois da SLR McLaren, vem a SLS AMG. Se a sigla muda pouco, os dois modelos, ao contrário, não têm absolutamente nada em comum: mudam os protagonistas, os materiais utilizados e a tecnologia. Os ingleses da McLaren, com a experiência acumulada na F-1 na utilização do carbono para a construção das carrocerias, terminaram há pouco a produção da SLR, e a alemã AMG utilizará o alumínio para a estrutura e a carroceria da SLS, a nova super GT (Grand Turismo) da Mercedes. Obviamente, o modelo estará associado às duas marcas, para que seja exclusivo o bastante a ponto de agradar clientes de um nicho de mercado onde disputam Ferrari, Aston Martin e outros.

DOIS LUGARES, CARDÃ DE CARBONO À esquerda, o interior do SLS: são apenas dois lugares, que ficam bem separados um do outro pelo túnel central que abriga o cardã de carbono, responsável por ligar o poderoso V8 dianteiro preparado pela AMG, à caixa de câmbio manual automatizado de dupla embreagem, que fica na traseira

No Sl, as portas do tipo "asa de gaivota" não eram uma simples opção de design, mas uma necessidade construtiva

O fato de a McLaren ser responsável pelo modelo esportivo da Mercedes há tempos vinha causando um certo mal-estar dentro do grupo. Fundada há 42 anos, a AMG (que inicialmente era uma preparadora independente de modelos Mercedes) é hoje o braço esportivo da marca e, por isso, pelo menos em tese, deveria ser a responsável pelo projeto. Com cerca de 800 funcionários, a empresa fundada por Hans Werner Aufrecht (A) e Erhard Melcher (M) na cidade de Grossaspach (G) vendeu nada menos do que 24.200 supercarros em 2008 e mostrou ter competência suficiente para produzir o primeiro carro inteiramente seu. Até o momento, a empresa comercializava apenas modelos de luxo da marca com um refinado tuning "original de fábrica" e tambén preparava os motores V12 fornecidos para o Pagani Zonda.

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