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Março/2009
     
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Seguindo a fórmula
Novo Passat CC chega ao mercado apostando na já consagrada carroceria "cupê de quatro portas"

TEXTO Flávio R. Silveira

VW PASSAT CC R$ 175.000 (ESTIMADO)

Os cupês de quatro portas estão cada vez mais populares, e diversas montadoras correm atrás deste nicho. A categoria nasceu em 1962, com o Rover P5, que foi produzido até 1973. Mas foi a Mercedes quem fez renascer a categoria, em 2004, com o CLS. Na verdade, podemos chamálos de "sedãs travestidos de cupês". Embora rompam algumas regras clássicas de classificação de carros como as que dizem que um cupê não pode ter a coluna B e um sedã tem o volume do porta-malas bem demarcado, eles acabam perdoados pelo resultado inovador e bastante agradável aos olhos.

A principal vantagem é casar forma e função, unir a esportividade das linhas de um cupê com a conveniência das quatro portas de um sedã.
E a moda voltou com tudo: a Maserati com a Quattroporte e, mais recentemente, a Porsche com o Panamera. Audi, Jaguar e BMW já trabalham suas versões

No caso deste Passat, pelo menos uma característica clássica dos cupês foi mantida: a configuração 2+2 passageiros. Mas os dois que vão atrás não precisam ficar apertados como nos cupês clássicos (Porsche 911, por exemplo). Neste Passat, viajam confortáveis e separados por um porta-objetos.

Aqui teremos uma versão única, 3.6 V6 de 300 cv e tração integral capaz de transmitir quase 100% do torque para o eixo traseiro.
Com câmbio automatizado de dupla embreagem, acelera de zero a 100 km/h em 5s6.
No mais, muita tecnologia: aviso de mudança de faixa não intencional, controle eletrônico de suspensão, direção com assistência elétrica, sensor dianteiro que reduz a velocidade quando detecta um carro à frente e, em casos extremos, ativa os freios.

Na Europa, há também um sistema que estaciona o carro sozinho e uma câmera escondida no logotipo filma a parte traseira, mas o modelo importado para o Brasil não tem esses dois itens.

Um teto panorâmico de vidro, opcional, garante mais luminosidade ao interior e o painel de instrumentos foi herdado do Phaeton, com iluminação branca. Opcionalmente, ele tem borboletas no volante para troca de marchas.

Com preço estimado na casa dos R$ 175 mil, custa bem mais barato que o Mercedes CLS, seja na versão V6 de 272 cv (R$ 302.020 pela tabela Fipe/MOTOR SHOW), seja no V8, que tem quase a mesma potência (CLS 500, com 306 cv, R$ 390.052).
Não é um Mercedes, mas esquecendo a "grife", tem um custo-benefício melhor.

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