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Mercado e serviços
Carro Usado
Mexicano de sucesso Espaçoso e completo, o Fusion conquistou o mercado brasileiro
TEXTO Robson Rodrigo FOTOS Cláudio Larangeira
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FORD FUSION 2006 R$ 61.972 |
Quando se fala em um sedã de luxo bonito e confortável, logo pensamos, de bate pronto, no Ford Fusion. Há quase três anos no mercado brasileiro, o modelo tem boas médias de vendas. O substituto do velho Mondeo, apesar de em diversos pontos ser inferior ao antecessor, é um carro bemvisto pelos brasileiros. Aliás, a Ford conseguiu colocar no seu sedã qualidades que vão ao encontro do gosto de seus consumidores: generoso espaço interno, design atraente, grande porta-malas (530 litros), uma boa pitada de conforto, além de um bom pacote de itens de série: seis airbags, câmbio automático e ar-condicionado com regulagem digital.
“O Fusion, de uma forma geral, me satisfaz em todos os sentidos: conforto, agilidade e segurança”, diz o proprietário Élcio Moreno, que completa: “Eu tinha um Corolla e resolvi trocar por um carro mais completo, para o qual não haveria a necessidade de ficar agregando equipamentos extras, como acontecia com o Toyota”. Segundo Gilmar de S. Augusto, outro dono de Fusion, “o carro é muito bom, mas é claro que poderia melhorar algumas coisas, como oferecer a opção do câmbio Tiptronic [automático sequêncial]”. Mas, em uma análise geral dos proprietários consultados, o Ford tem a preferência em relação a seus concorrentes VW Jetta e Honda Accord. Porém, um carro com quase três anos de uso tem suas desvantagens.
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As lanternas traseiras transparentes são uma característica marcante do sedã |
A primeira delas é a desvalorização: o modelo 2006 perdeu 7,5 % do seu valor no último ano. Vale ressaltar que essa desvalorização, apesar de alta, é menor do que a dos principais concorrentes. O segundo ponto a ser levado em consideração na aquisição do Fusion é o alto preço de suas peças, importadas do México, tanto no mercado paralelo quanto nas concessionárias. “Peças de reposição caras são um dos principais problemas que os donos do Fusion encontram durante a fase crítica da manutenção, que acontece entre os 60 e 70 mil quilômetros de uso”, analisa o mecânico Mauro Frison, da FrisonTech, oficina da capital paulista.
Em um contexto geral, o Fusion 2006 pode ser uma boa compra. Mas é importante estar preparado para gastar na hora da manutenção e que não se tenha pressa para revendê-lo. E o modelo 2010, reestilizado, já foi apresentado (veja MotorNews), o que pode causar uma desvalorização ainda maior a médio prazo.
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