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Outubro/2008
     
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Edição 307
 
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Um GM no meio do caminho
A Honda estava feliz com as vendas do novo CR-V 4x2... Até que a Chevrolet lançou o Captiva Sport, mais barato, com motor maior e mais equipamentos de série. E agora?

TEXTO Ana Flávia Furlan FOTOS Marcelo Navarro


Desde o início do ano, quando começou a importar a versão 4x2 de seu SUV, a Honda estava rindo à toa com as vendas do CR-V. Claro que não chegava perto das duas mil unidades do Tucson, mas festejava seu crescimento na categoria. Então, eis que surge a Chevrolet com o tal do Captiva. Carro bom, bonito... e espalhado em mais de 500 revendas, cerca de quatro vezes mais concessionárias do que a Honda dispõe. Difícil competir. Mas ainda havia uma esperança: o Captiva seria V6 e poderia chegar ao Brasil com um preço alto. Mas não foi o que aconteceu. Decidida a dar a volta por cima, a GM partiu para briga e apresentou um SUV mais equipado, com melhor desempenho e com preço menor que o do CRV 4x2. A coisa ficou complicada para os japoneses.

Quem guia o Honda sai do carro satisfeito mas quando passa para o Chevrolet, sai de lá impressionado. E não é difícil entender o porquê. Ambos são carros grandes, pesados e que, portanto, precisam de motores capazes de movimentá-los com desenvoltura. E, nesse caso, o CR-V leva a pior, pois traz sob o capô um motor menor, bem menos potente e, principalmente, com torque inferior. Não significa que seja um carro ruim. Analisado isoladamente, o modelo é bem interessante. Mas a concorrência é cruel. Enquanto o Honda oferece um eficiente motor quatro cilindros 2.0 VTEC que gera 150 cv a 6.200 rpm e bons 19,4 kgfm a 4.200 rpm, seu oponente acena com uma moderna unidade V6 3.6 também em alumínio, com 261 cv a 6.500 rpm e torque de 32,9 kgfm a 2.100 rpm. Ou seja, além de ter mais potência e força, o motor Alloytec da GM (o mesmo do Omega) alcança sua melhor faixa de trabalho em uma rotação menor. O resultado prático é que as retomadas do Captiva são mais vigorosas e o desempenho é superior. Enquanto o CR-V leva cerca de 12s2 para ir da imobilidade aos 100 km/h, o Captiva cumpre a mesma prova em 8s4. Quanto às emissões, ambos passaram com louvor.

As linhas mais agressivas do novo Captiva deixaram
seu porta-malas menor que o CR-V

O interior do Captiva tem visual mais ousado, com painel bicolor e acabamentos cromados. A transmissão automática de seis marchas oferece ainda a opção das trocas seqüenciais

O interior do Honda é mais conservador, mas extremamente racional. A posição da alavanca libera mais espaço para o transporte de objetos entre os bancos e o botão D3 desativa o overdrive nas ultrapassagens

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