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Dirigimos
Kia ataca as francesas Carens disputa com Grand Scénic e C4 Picasso o consumidor que, acima de tudo, quer muito espaço para transportar sua família
Douglas Mendonça |DIRETOR TÉCNICO
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O Kia Carens pode, tranqüilamente, ser classificado como um típico veículo familiar: seu design fica no caminho entre uma minivan e um crossover (fácil de entrar e sair e com posição mais alta de dirigir privilegiando a visibilidade, que agrada muito às mulheres), pode transportar com bastante conforto até seis passageiros, é prático e ágil de ser dirigido (seu motor 2.0 de 149 cv com torque de 19,5 kgmf a 4.250 rpm tem boas respostas ao comando do acelerador e a transmissão automática de quatro marchas, com opção seqüencial, fornece trocas velozes), tem confortáveis bancos forrados em couro, as manobras são auxiliadas pelo sensor de estacionamento, e por aí vai... Além disso, o visual do interior é bastante agradável: em um misto de preto e bege, há bom gosto na combinação das cores e na agradável sensação que causa a motorista e passageiros. Pode-se dizer, sem dúvida, que se trata de um carro interessante.
Mas, claro, nem tudo é uma maravilha neste novo familiar coreano. A primeira coisa que me chamou a atenção foi a qualidade do plástico que compõe todo o painel: duro e áspero ao toque das mãos, o que não condiz com sua aparência. Pelo preço cobrado, na casa dos R$ 80 mil, em relação ao material empregado nos locais em que as pessoas tocam dentro do carro, a Kia poderia ter utilizado um material mais agradável e condizente com o que ele custa.
Além disso, apesar da baixa quilometragem, o modelo avaliado já começava a apresentar pequenos ruídos no porta-malas. O caminho que a coreana Kia está trilhando com seus produtos está correto, e a cada novo lançamento, como Magentis, Cerato e o SUV Sportage, a marca dá mostras claras de que está evoluindo rapidamente. Dentro desse contexto, é só uma questão de tempo até os coreanos conseguirem adequar o interior do modelo, empregando um melhor material para o acabamento deste bom produto.
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Em sentido anti-horário: painel agradável, mas que merecia plásticos melhores, comandos de som no volante, arcondicionado digital, regulagem elétrica dos bancos, instrumentos simples e bancos com ajuste elétrico. Abaixo, o interior: seis lugares e bastante modularidade |

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