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Outubro/2008
     
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Edição 307
 
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O novo sedã que vai mudar o mercado
O Voyage volta à cena com visual surpreendente, ótima dirigibilidade e boa lista de equipamentos de série

TEXTO Rafael A. Freire, Mairiporã (SP) FOTOS Marcos Florence

Não poderia ser diferente. O sedã do Gol foi mesmo batizado de Voyage, como aconteceu em 1981, quando foi lançada a primeira versão do modelo. Cinco anos antes do lançamento do novo Voyage, em novembro de 2003, MOTOR SHOW já informava seus leitores que os planos de relançamento do sedãzinho existiam dentro da Volkswagen e que o nome seria mantido. Um nome forte dentro da história da Volks, que não poderia ser deixado para trás.

Mas, independentemente do nome escolhido para o novo carro, importante mesmo é que o sedãzinho chegou e tem tudo para assumir a liderança de seu segmento em um curto período de tempo. Com um projeto bem elaborado, tanto do ponto de vista técnico quanto do design, o Voyage se destaca dos outros sedãs.

Concebido paralelamente ao projeto do novo Gol, o Voyage guarda do hatch todas as suas qualidades: a plataforma (base mecânica sobre a qual é montada a carroceria), por exemplo, teve como ponto de partida aquela utilizada por Fox e Polo, mas foi alterada com o que há de mais moderno na Volkswagen mundial - como suspensão dianteira e caixa de direção (nesse caso, que permite regulagem de altura e profundidade do volante) - e com o que há de mais resistente, como a suspensão traseira do antigo Gol.

Uma combinação feliz que atendeu aos objetivos dos técnicos da marca: conciliar resistência mecânica, conforto ao rodar, bom comportamento dinâmico nas baixas e altas velocidades, aderência em curvas e estabilidade direcional em retas. Andando com o novo Voyage, pudemos comprovar, na prática, tudo aquilo que a teoria indicava. Verdade: ele é ótimo no contorno de curvas (mantém com segurança a trajetória e é previsível em suas reações); nas freadas mais bruscas, mantém a estabilidade da carroceria; e mostra segurança em suas reações nos desvios bruscos de trajetórias (quando você desvia de um obstáculo em situações de emergência, por exemplo). Andando em linha reta em velocidades mais altas, a carroceria se mantém estável, sem a necessidade de correções de trajetória. Tudo isso sem perder o conforto ao rodar. Um acerto de conjunto muito bem elaborado.

A traseira já estava pronta, mas precisou ser refeita em nome da melhor aerodinâmica e de uma estabilidade irrepreensível

Com relação ao novo Gol, sua carroceria ficou apenas 37 kg mais pesada, segundo informações dos engenheiros da marca. Positivamente, mesmo sem ser muito pesada, a carroceria do sedã mostrou uma rigidez torcional superior à do hatch: isso permite um trabalho mais preciso dos sistemas de suspensão/direção, melhorando ainda mais os bons resultados apresentados pelo hatch. Além disso, o porta-malas que caracteriza o sedã trouxe ainda outro benefício: um coeficiente de forma de 0,31 contra 0,34 do hatch. Um resultado muito bom para seu porte e preço.

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