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Acima de tudo, minivan Para quem precisa de espaço e versatilidade: um ótimo carro.
Para quem gosta de dirigir: a Grand Scénic ainda é uma minivan!
Flávio R. Silveira
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| GRAND SCÉNIC R$ 89.033 |
O jornalista automotivo inglês Jeremy Clarkson diz que minivans são carros para pessoas "mentalmente mortas". Isso porque o prazer de dirigir não é o ponto forte delas: altas, são pouco estáveis e a posição de pilotagem, também alta, não é das melhores. Na antiga Scénic, ainda à venda, a posição do volante é desprivilegiada, quase horizontal, lembrando vagamente a velha Kombi. Na Grand Scénic, isso melhorou - mas ela ainda é uma minivan.
Eu gosto de dirigir e as minivans, em geral, também não me agradam. Não é diferente neste modelo: a suspensão é mole demais; os ventos laterais fazem o carro balançar. Mas antes de ofender os compradores de minivans, o jornalista inglês deveria considerar que nem todos compram carro pelo "prazer de dirigir". Se pensarmos em funcionalidade, as minivans são, sim, escolhas interessantes. Algumas peruas e crossovers oferecem o mesmo, com dirigibilidade superior - mas isso não tira o mérito das minivans.
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A posição do volante é mais vertical que na Scénic. O câmbio automático oferece trocas seqüenciais e a lista de itens é recheada, inclusive com ar digital |
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Há lugar para sete ocupantes, mas nos bancos extras somente crianças ficam bem acomodadas. O teto de vidro garante luminosidade ao interior. Com cinco poltronas, os bancos auxiliares são rebatidos sob o assoalho, liberando um espaço de 475 litros para as bagagens |
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A Grand Scénic tem um bom desempenho, consumo bom para seu porte, câmbio automático suave e com opção de trocas seqüenciais (embora de apenas quatro marchas) e uma boa lista de equipamentos de série (não tão completa quanto a de sua principal rival, a Citroën Grand C4 Picasso, que seria minha opção se fosse eventualmente comprar uma minivan desse porte). O teto de vidro é um charme à parte, com eficientes cortinas de tecido que bloqueiam a luz solar nos dias mais quentes.
Na verdade, não se pode dizer que ela tem sete lugares, mas sim 5+2. Na terceira fileira, só crianças se acomodam - como nas concorrentes. E a opção de motor flex seria bem-vinda, assim como retrovisores maiores, já que um carro deste porte fica com a visibilidade bastante prejudicada com os pequenos espelhos que o equipam. Nesse ponto, o sensor de estacionamento traseiro ajuda. A Grand Scénic é, portanto, apesar de alguns defeitos, um produto interessante - mas há opções melhores no mercado.
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Devo confessar que quanto mais minivans eu avalio, menos vantagens eu vejo para quem as compra. Anos atrás, os monovolumes eram um verdadeiro "achado" pelo plus familiar que ofereciam. Hoje, o conceito desse tipo de veículo - teto alto, grande área envidraçada, bom aproveitamento interno, bancos que podem assumir diferentes configurações, inúmeros porta-objetos - já foi incorporado por outros carros, que conseguem oferecer a mesma praticidade de um monovolume, mas com mais prazer de dirigir e uma carroceria esteticamente bem resolvida. E, nesse ponto, discordo do Flávio, quando ele diz que isso não tira o mérito das minivans. Concordo que cada um tem o direito de comprar o carro que quiser sem ser julgado por isso, mas, para o meu uso, apesar de ter dois filhos e uma família grande, não compraria a Grand Scénic, nem a C4 Picasso por R$ 90 mil. De qualquer forma, ratifico as impressões do Flávio. É realmente um modelo eficiente para quem gosta da proposta. Pena não ter motor flex.
Ana Flávia Furlan | Chefe de Reportagem |
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