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Reportagens
EcoMotor
Em paz com a NATUREZA Montadoras estão popularizando tecnologias de ponta para garantir que seus carros poluam menos sem perder rendimento
TEXTO Ana Flávia Furlan ILUSTRAÇÃO Toller

Para qualquer apaixonado por carro, é difícil encarar essa dura realidade: os automóveis contribuem – e muito – para a destruição de nosso planeta. Primeiro porque a grande maioria dos carros em todo o mundo é equipada com motores de combustão interna, que têm uma eficiência extremamente baixa, em torno de 30%. Isso significa que eles devolvem em rendimento apenas um terço do combustível que consomem. Segundo, porque todo automóvel utiliza maciçamente materiais que cuja extração degrada o meio ambiente como o plástico (do petróleo) e a borracha (das plantas). E não apenas o carro como produto é nocivo ao ecossistema. Seu processo produtivo, como o de qualquer outra indústria, é potencialmente “sujo”. Esses dois fatores reunidos colocaram o automóvel na mira dos ambientalistas. Carro potente virou sinônimo de falta de consciência ecológica.
O carro não é o maior vilão do meio ambiente, mas alguns de seus poluentes podem até matar
12%
Segundo estudos, essa é a responsabilidade dos automóveis pela emissão de CO2 do mundo. O resto, vem das residências e das indústrias
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Por conta disso, o partido verde suíço quer aprovar uma lei para banir os esportivos do país. Segundo a proposta, que precisa de 100 mil assinaturas para ir à votação, ficariam proibidos de circular modelos com peso acima dos 2.200 kg e que emitissem mais de 220 g de CO2/km rodado. Os que sobrassem, teriam a velocidade máxima limitada a 100 km/h.
Para evitar que saídas drásticas como essa continuem aflorando mundo afora, e para se adaptar às novas leis de emissão de poluentes (essas sérias e muitas já em vigor), as fábricas já trabalham para que seus carros façam as pazes com o meio ambiente. Como? Investindo em tecnologia. Tanto as montadoras como seus fornecedores trabalham a passos largos para substituir materiais e componentes de seus modelos, limpar a cadeia produtiva, oferecer opções de motores que usem combustíveis menos poluentes e aumentar o rendimento dos propulsores utilizados hoje. Quem não fizer isso, não vai resistir ao cerco.
Para nós, consumidores, isso significa que não teremos de assumir a bicicleta como meio de transporte definitivo. Ao contrário, teremos, cada vez mais, motores 1.4 com potência de 2.0, quatro cilindros com desempenho de V6, transmissões mais eficientes e modernas, e automóveis cheios de tecnologia de ponta, desde os mais baratos até os luxuosos.
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