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Comparativo
O DUELO DOS CROSSOVERS ELES TÊM PORTES SEMELHANTES, MOTORES 3.6 DE SEIS CILINDROS E BRIGAM POR CLIENTES COM GOSTOS PARECIDOS. MAS O SUBARU CUSTA R$ 114 MIL A MENOS
TEXTO Ana Flávia Furlan FOTOS Marcelo Navarro
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AUDI Q7 V6 R$ 309.833
SUBARU TRIBECA LIMITED R$ 196.150 |
Para os fãs da Audi, comparar um Q7 com um Tribeca pode parecer quase uma heresia. Mesmo aqueles que não são tão fanáticos pela marca dos anéis, ao verem a abertura desta reportagem vão imaginar que o modelo alemão venceu de lavada seu concorrente japonês. Mas nem sempre as coisas são como parecem. Apesar de ter um conjunto mais equilibrado que o do Subaru, o Audi não o vence por uma larga vantagem e – quer saber do mais incrível? – ele não é necessariamente a melhor compra entre esses dois SUVs. Duvida? Então vamos aos fatos.
A primeira diferença está nas medidas. O Audi é nitidamente mais parrudo, grandalhão. O modelo alemão, com seus 1,98 m de largura, é 10 cm maior que seu oponente. E isso, na rua, faz uma baita diferença, principalmente se a idéia é dirigir o carro diariamente. Chega a ser cansativo. Mas... isso não é um defeito. Há quem goste. No comprimento o Audi também é maior (5,10 m, contra 4,87 m do Subaru) e aqui as medidas avantajadas representam um ganho. Ajudam o Audi a oferecer mais conforto, mais espaço para as pernas dos ocupantes e maior capacidade para carregar bagagens. Isso porque a distância entreeixos do Q7 é de 3 m contra, 2,75 m do Tribeca, e o porta-malas de 655 litros é 130 litros maior que o do rival.
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| Em nível de equipamentos, os modelos praticamente se equiparam, mas o Audi oferece um acabamento melhor. A sensação a bordo é de um carro mais refinado. Mas os comandos da central MMI acessados por botão não são fáceis de operar. Nesse ponto, a tela touchscreen do Subaru é mais “amigável” |
Ambos utilizam motores seis cilindros de 3,6 litros. O do Audi, em V a 15 graus, tem duplo comando de válvulas variável e gera 284 cv a 6.220 rpm com torque máximo de 36,8 kgfm estáveis de 2.500 a 5.000 rpm. A Subaru aposta no menos comum motor boxer ou com cilindros contrapostos, também um DOHC com comandos variáveis, que entrega 280 cv a 6.000 rpm e oferece 35,7 kgfm de torque a 4.000 rotações. A diferença não parece grande e, de fato, o motorista não irá senti- la com nitidez no dia-a-dia. Os dois grandalhões levam praticamente o mesmo tempo para acelerar de zero a 100 km/h e são espertos nas retomadas . Mesmo o Audi, mais pesado, oferece agilidade em razão de dispor de muito torque em baixas rotações. Mas, quando o assunto é velocidade final, o alemão leva a melhor, apesar da carroceria (e principalmente da área frontal) maior. O principal trunfo do Q7 está na transmissão automática de seis velocidades (no japonês são cinco marchas) eficiente e bem escalonada, que ajuda o carro a se manter sempre na faixa de rotações de melhor aproveitamento do motor e, assim, alcançar a máxima de 225 km/h, contra 207 km/h do Tribeca.
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