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Quattroruote
Clube dos quatro segundos Sete esportivos levados ao limite pelo campeão Alain Prost. Quem passou no teste da pista?
REPORTAGEM: Quattroruote TEXTO ADAPTADO: Ana Flávia Furlan
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Audi R8 |
A última edição do consagrado teste "Clube dos Quatro Segundos" trouxe uma novidade. Além dos supercarros avaliados, havia uma estrela também na banca julgadora: Alain Prost, quatro vezes campeão mundial de F-1. Mas vamos recordar um pouco do que trata esse evento. A cada ano, os principais esportivos do mundo são convidados a participar de uma disputa na pista de testes da revista Quattroruote. São carros extremamente velozes que, ao menos na teoria, são capazes de alcançar os 100 km/h em quatro segundos. Daí a idéia de batizar a prova de "Clube dos Quatro Segundos". Depois de duas vitórias da Ferrari, (com Enzo e F430 F1), resolvemos ampliar o leque, selecionando carros com grande refinamento técnico, porém menor cavalaria. Assim, a grande estrela seria o Audi R8, primeiro esportivo de motor central produzido em série pela marca.
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Oitava estrela
Além dos sete carros superesportivos, esta edição do "Clube dos Quatro Segundos" contou com a presença ilustre do ex-piloto Alain Prost, que avaliou todos os modelos |
Partimos daí e a ele juntamos o Porsche 911 Carrera 4S, ponto de referência na categoria, o BMW M3 Coupé, a Mercedes SLK 55 AMG, o Jaguar XKR e, para representar os americanos, o XLR-V, o mais veloz Cadillac já produzido. Decidimos convocar um último integrante para o time: o C8 Laviolette, um supercarro construído praticamente a mão pela Spyker, uma tão desconhecida quanto antiga fabricante holandesa.
Como nas edições anteriores, o evento começou com uma análise estática dos modelos. Durante algumas horas, os jurados dedicaram-se ao reconhecimento dos carros. Avaliaram a posição de dirigir, a disposição dos comandos, a ficha técnica dos fabricantes e analisaram as características mecânicas e o nível de equipamentos de cada modelo participante.
"Para mim, o R8 é o melhor do teste" Alain Prost
No dia seguinte, iniciamos os testes. Cerca de 300 km em estradas com trechos de serra. O modelo mais confortável é o Jaguar XKR, mas, nas serras, o modelo sofre um pouco por causa do entreeixos longo e das medidas avantajadas, que lhe roubam agilidade nas curvas estreitas. Esse parece ser o hábitat do Carrera 4S, particularmente ágil nessa situação, e do R8, que, apesar de ser construtivamente quase um carro de corrida, mostrou ser um grande "estradeiro".
No Spyker o piloto se embriaga pelo ronco encantador do "torcudo" V8, enquanto derrete de tanto calor no pequeno habitáculo! O BMW M3 mostra ser uma máquina agradável de guiar, mas bravura mesmo é o que se tem do V8 do Cadillac. Devora gasolina, mas despeja no asfalto uma quantidade impressionate de cavalos a cada vez que é solicitado pelo pedal.
Às nove horas da manhã do terceiro dia, Alain Prost se apresentou à cancela da pista de Vairano. O tempo de um café e já estávamos prontos para andar na pista. Os carros aparelhados com os instrumentos e as equipes de filmagem a postos. Hora da largada.
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| "O segredo é o equilíbrio. De nada vale um grande motor sem o chassi adequado" |
Curioso, Prost decide começar com o Spyker. Poucas voltas para reconhecer o traçado da pista (relembrar, na verdade, já que o piloto é colaborador da Quattroruote em outros testes) e começou a primeira série de voltas rápidas. O tempo obtido - um minuto e 24 segundos - não é dos melhores. Prost sacode a cabeça: "Não me convence. Parecem dois automóveis diferentes: um na frente, outro atrás", diz. "É pouco homogêneo e não dá segurança em alta velocidade. O motor é bom, tem muito torque e mostra-se forte já nas baixas velocidades".
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