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Julho/2008
     
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Edição 304
 
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Gasolina ou diesel?
CR-V 4x4, agora mais barato, enfrenta o Sorento com novo motor: o preço é quase igual, e as diferenças não se limitam ao combustível que usam

TEXTO Flávio R. Silveira FOTOS Roberto Assunção

O Honda é fabricado no México e custa R$ 110 mil, em versão única com motor 2.0 quatro cilindros. O Kia é fabricado na Coréia e tem preços que partem de R$ 106.900 com motor V6 3.8, mas que, para este confronto, foi escolhido em versão com novo motor turbodiesel de geometria variável, vendida por R$ 124.900.

Acima, a alavanca de câmbio do CR-V, sem opção de trocas seqüenciais, mas com botão que permite reduzir para a terceira marcha, e o botão que desativa o controle de estabilidade. À esquerda, a alavanca da transmissão seqüencial do Kia e o botão que controla a tração, que no Honda é 4x4 integral

Poderíamos, é claro, ter comparado as versões a gasolina, com preços mais próximos, mas preferimos mostrar as diferenças existentes, não só entre estes dois utilitários esportivos, mas também entre as diversas opções de combustível. Além disso, o Sorento V6 tem motor com 267 cv de potência, o que deixaria o Honda, com 150 cv, em grande desvantagem, pelo menos em relação ao desempenho. Mas, mesmo na versão movida a diesel, o Sorento ainda consegue ter 170 cv, 20 cv a mais que o concorrente mexicano.

Preços quase alinhados, potência próxima, tração 4x4. Mas aí acabam quase todas as semelhanças. No mais, trata-se de veículos bastantes distintos. Será que o modelo da marca coreana tem cacife para enfrentar o CR-V fabricado pela Honda, "queridinha" dos brasileiros por sua fama de inquebrável e confiável? A resposta é "sim" - e a melhor escolha, neste caso, depende do que você procura em um SUV.

CR-V: BELEZA E SUAVIDADE

A primeira coisa que impressiona no CR-V é seu design. Apesar de analisar a beleza de um carro ser uma questão bastante subjetiva, a quantidade enorme de elogios recebidos pelo carro durante nossa avaliação comprova que a Honda acertou no desenho, com linhas modernas e um incrível aproveitamento do espaço interno. Embora um pouco menor que o Sorento, inclusive nos entreeixos, ele consegue ser maior no interior (principalmente para quem vai no banco traseiro, que tem generoso espaço para as pernas e bancos reclináveis) e ainda ter maior capacidade de carga no porta-malas (são 1.011 litros com bancos em posição normal, contra 900 litros do rival), além de uma interessantíssima solução para carga: o bagageiro é dividido por uma prateleira (que pode ser removida): bastante útil para levar objetos leves, enquanto as bagagens pesadas vão debaixo dela.

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