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Junho/2008
     
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Edição 303
 
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Mito sobre rodas
Uma volta basta para concluir que esta réplica vale cada centavo do seu preço

TEXTO Rafael A. Freire FOTOS Cláudio Larangeira

Existem carros que resistem ao tempo. Em vez de serem esquecidos com o passar dos anos, como a maioria, viram jóias ainda mais preciosas. Um bom exemplo disso é o Porsche Spyder 550-S. Mesmo tendo sua fama reforçada com o infeliz acidente que matou o ator americano James Dean em um terrível acidente ocorrido em 1955, esse esportivo não perdeu o brilho e hoje, em pleno século XXI, continua uma das mais requisitadas pedidas de quem deseja reviver os anos 50 sobre quatro rodas.

Por ter sido um modelo com poucas unidades fabricadas e espalhadas pelo mundo (apenas duas entraram em território brasileiro), muitos fabricantes de réplicas têm o veículo como carro-chefe de suas vendas. O principal deles é a paulista Chamonix, de Jarinu, que produz 16 unidades por mês, das quais seis são destinadas ao mercado nacional, já que a maior demanda vem de outros países, principalmente dos Estados Unidos e da Europa.

Guiar o Spyder 550-S é um enorme prazer. Pode-se definir sua dirigibilidade como nua e crua, sem muito conforto, mas com bastante percepção do motor e do asfalto. Um carro para quem gosta de carro. O modelo tem chassi tubular de aço e carroceria em fibra de vidro, conjunto que o deixa bastante leve e sempre atento aos comandos do pé direito. Sua mecânica é toda VW: o motor 1.8 flex refrigerado a água e o câmbio manual de cinco marchas caíram muito bem.

É difícil guiá-lo sem cair na tentação de acelerar além do permitido. A aventura começa na hora de entrar no veículo. A vontade de pular a porta como se faz nos filmes de Hollywood é grande, mas é mais sensato entrar da maneira convencional: abrir a porta com a maçaneta de dentro, afinal não há maçaneta externa. O espaço interno é limitado - dois adultos são obrigados a viajar sem bagagem. O painel é simples, com apenas três relógios, mas o acabamento impressiona.

Se existe alguma característica principal deste veículo ela é, sem sombra de dúvida, o charme. Por conta de sua baixa altura, rodar no trânsito com ele é um tanto inibidor. Mas logo se repara que é impossível qualquer motorista, mesmo os mais distraídos, passar por cima dele. Afinal, um carro como este atrai muitos olhares curiosos e uma porção de admiradores.

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