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Lançamento
Suave e segura Versão de entrada da nova V50 capricha no conforto e segurança, mas poderia ser mais completa
TEXTO Flávio R. Silveira FOTOS Roberto Assunção

AV50, reestilizada na Europa em julho passado, agora chegou ao Brasil. Além do design mais esportivo, vem com três opções de motor cinco cilindros: 2.4, 2.4i e T5 - cada um com um pacote de equipamentos. Avaliamos aqui o modelo de entrada, vendido por R$ 135.450. Mas vale a pena, ou é melhor pagar mais nas versões 2.4i (R$ 150.570) e T5 (R$ 187.268)?
Quem compra um carro de mais de R$130 mil quer um veículo completo - e a V50 na versão 2.4 pode decepcioná-los: sua lista de equipamentos deixa de fora sensor de estacionamento, teto-solar, CD player com disqueteira e MP3, retrovisor com escurecimento automático e regulagem elétrica do banco do passageiro (só disponível para o motorista), entre outros itens.
Todos eles são oferecidos na versão 2.4i por R$ 15 mil adicionais, valor alto para o pacote extra - mas a versão intermediária vem com motor 30 cv mais potente. Não se trata apenas de acelerar rápido ou atingir mais de 200 km/h: o fato é que nas ultrapassagens e retomadas, a V50 2.4 deixa a desejar.
Por R$ 187.268, ainda temos a T5, com um 2,5 litros turbinado de 230 cv, dando verdadeiro sentido à classificação sportswagon usada pela Volvo. Em relação aos equipamentos, na T5 ainda se adicionam rodas de 17 polegadas (16 nas outras versões), controle de estabilidade e tração mais moderno, som Dynaudio com 12 alto-falantes e faróis bixênon com regulagem automática de altura. Mas, mesmo na versão top, ainda faltam sensores de chuva e faróis, dutos de ar para o banco traseiro, espelhos com rebatimento elétrico...

Mas a V50 compensa com um excelente pacote de segurança ("marca registrada" da Volvo), com airbags frontais, laterais e de cortina, encostos de cabeça ativos, câmbio automático de cinco marchas seqüencial com trocas suaves e um ótimo comportamento em curvas (graças ao sistema multilink na traseira). Sua suspensão impressiona: eficiente na estabilidade e filtragem de irregularidades e confortável para os passageiros.
Em termos de acabamento, apesar de não passar uma primeira impressão de sofisticação, a V50 é de primeira. Não se ouve um ruído sequer dentro da cabine, seja de bancos, porta-malas ou painel. O espaço no banco traseiro não é dos maiores, assim como o porta-malas, com capacidade para 362 litros.
Por R$ 104 mil, a Jetta Variant tem motor 2.5 de 170 cv, teto de vidro, interior sofisticado, e câmbio de seis marchas. E ainda, na casa dos R$ 131 mil, a Peugeot oferece a 407 SW com motor V6 de 211 cv, mais espaçosa, com teto de vidro e bons itens de série. Páreo duro! Mas, em segurança e conforto, a V50 é, sem dúvida, superior.
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Painel de linhas simples, ao lado, mas com um belo console central fino e comandos fáceis. Abaixo, controles do som, do ar digital bizone e do banco elétrico, que nesta versão só é oferecido para o motorista |
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Acima, o volante com controles do som e regulador de velocidade e os mostradores com estilo clássico e iluminação verde. Abaixo, a alavanca de câmbio com opção de trocas seqüenciais e funcionamento bastante suave |
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