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Maio/2008
     
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Edição 302
 
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TEXTO Douglas Mendonça

 

 

 

AMG é a divisão de esportivos da Mercedes, cuja história começou em 1967

ENVENENADOS

O significado de AMG não tem nada a ver com performance: são as iniciais do sobrenome dos dois alemães (Aufrecht e Melcher) que fundaram a empresa em 1967, há 41 anos, e o G (Grossaspach) é a região da cidade alemã (Burgstall) onde a AMG teve sua primeira sede. O importante é que os caras trabalharam duro ao longo dos anos se especializando na preparação de Mercedes, tanto para a utilização diária quanto para as pistas. O trabalho foi tão sério que seus resultados em competições e na satisfação dos clientes chamaram a atenção da própria Mercedes.

Logo a AMG começou a participar do Campeonato Alemão de Turismo (DTM). Os resultados foram tão bons que a Mercedes convidou a AMG para desenvolver um projeto conjunto. O resultado desse acordo apareceu em 1987: foi lançado o Mercedes C 36 AMG, versão esportiva do Classe C, que fez muito sucesso na época. A parceria foi tão positiva que, em 1999, a Mercedes resolveu comprar a AMG. Para completar, em 2002 a AMG ganhou seu próprio centro de desenvolvimento e linha de produção, com um novo showroom. Hoje a AMG transformou-se em um braço da Mercedes que produz carros especiais para clientes interessados em supercarros com a garantia da marca. Mas tudo com desenvolvimento e know-how próprios.

Atualmente, a AMG também desenvolve e produz seus próprios motores, além de modificar transmissões, suspensões, freios e direção, adequando-os aos novos motores. Uma pequena fábrica de supercarros com uma tremenda engenharia por trás. São cerca de 750 funcionários, a maioria deles especializados. Os designs alterados com relação ao modelo original em rodas, painéis, perfis de carrocerias e apêndices aerodinâmicos são também obra da AMG, tudo criado em seus estúdios. Um mundo mágico que transforma pacatos Mercedes em verdadeiras feras.

O carro vermelho foi o primeiro AMG: o 300 SEL 6.8, de 1967. Acima, o C 36 AMG, primeiro carro feito em colaboração entre as marcas. E, abaixo, o motor com a placa identificativa, assinada pelo engenheiro que acompanhou toda a produção (à direita)

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