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Lançamento
301 km/h e muita agressividade Mais ousado esportivo da Audi, R8 finalmente chega ao Brasil, com desempenho e design de derrubar o queixo
TEXTO Flávio R. Silveira FOTOS Roberto Assunção
• Potência de 420 cv
• 0 a 100 km/h 4,6 s
• R$ 600.000 |
A foto ao lado diz muito sobre o Audi R8: apesar de a marca alemã já oferecer esportivos como o cupê TT, ainda faltava na sua linha um “carro dos sonhos”, um superesportivo capaz de enfrentar Ferrari e Porsche, um carro com design arrebatador, agressivo, que mesmo parado já diz a que veio (feito pelo mestre do design Walter De’Silva). Com apenas 1,25 metro de altura, o cupê chega com um preço salgado – R$ 600 mil – mas menos da metade do que custa a Ferrari mais barata, e R$ 50 mil menos que um Porsche 911 Turbo, seu principal concorrente (60 cv mais potente, acelera até 100 km/h 0,7 segundo mais rápido e atinge a máxima de 310 km/h).
Mas, em relação ao BMW M3 Sedan e ao Mercedes C63 AMG do comparativo desta edição, com desempenho semelhante ao R8, é caro – a proposta da Audi porém, é diferente, a começar pela configuração: dois lugares, motor central e tração integral. E, se os outros dois chamam a atenção, a bordo do Audi o motorista se sente uma celebridade: ninguém vai deixar de notá-lo.
O V8 de 420 cavalos e injeção direta gira alto, atingindo a potência máxima a 7.800 rpm. Comporta-se bem em baixas velocidades, possibilitando o uso em condições normais, rodando silenciosamente, mas quando é exigido pelo pé direito torna-se um “bad boy” de primeira. O ronco do motor, localizado logo atrás da cabeça do motorista, torna-se maravilhoso e viciante, e o câmbio manual automatizado, com opção seqüencial e trocas de marcha na alavanca de câmbio ou nas borboletas atrás do volante, é rápido. O desempenho é reforçado pelo baixo peso, graças à carroceria toda feita em alumínio.
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| O aerofólio sobe automaticamente em alta velocidade, mas pode também ser acionado por um botão. Os grandes discos de freio são indispensáveis |
A suspensão semi-ativa (Audi Magnetic Ride) usa, no lugar do óleo, um fluido magnético que, por meio de cálculos de computador e aplicação de energia elétrica no fluido, altera a rigidez do sistema, adaptando-o às condições da pista, e tem braços transversais na dianteira mare traseira. Aliada à tração integral “Quattro” com diferencial autoblocante e às rodas de 18” com pneus 235/40 na frente e 285/35 na traseira (19” e pneus 235/35 e 295/30 opcionais), faz o carro encarar qualquer curva sem deixar o motorista (ou seria melhor piloto?) na mão.
E se você pensou que o detalhe lateral prateado é meramente estético, está enganado. Chamado de “Sideblade”, trata-se de um defletor de ar para refrigerar o poderoso V8 (e pode, opcionalmente, vir com outras cores/acabamentos). Assim como também são belas e indispensáveis as aberturas difusoras no pára-choques traseiro, responsáveis por dissipar o calor produzido pelo motor.
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