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Abril/2008
     
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Pequenos grandes pilotos
Ainda menores de idade, eles não têm permissão para dirigir nas ruas, mas já aceleram nas pistas e encaram o esporte como profissão

TEXTO Rafael A. Freire
FOTOS Roberto Assunção / Divulgação


Aos 15 anos de idade, a carioca Luana Pedrosa já compete nos mais disputados campeonatos do País

Muitos esperam ansiosamente atingir a maioridade para tirar a carteira de habilitação. Mas há outros que resolvem matar essa vontade antes de completar 18 anos. Nestes casos, a saída é acelerar nas pistas. Em pelo menos dois finais de semana por mês, a carioca Luana Pedrosa, de 15 anos, arruma as malas para ir a São Paulo disputar o Campeonato Paulista de Kart e Paulista Light de Kart. Seu kart tem motor de 125 cilindradas e é preparado para competição. Com ele, Luana alcança 130 km/h no final da maior reta do Kartódromo de Aldeia da Serra. Disputando posições com os demais karts da categoria Sprinter B, que reúne pilotos de sua idade, ela mostra que, apesar de ser a única mulher da corrida, não fica intimidada. Seus resultados falam por si só. Correndo há apenas um ano e meio, Luana já conquistou o título Interestadual do Rio de Janeiro e acumula excelentes resultados na categoria em que compete atualmente. Mesmo assim, as piadas feitas pelos adversários são inevitáveis. “Uma coisa que acontece bastante comigo é os outros pilotos brincarem dizendo que lugar de mulher é na cozinha, e não na pista. Mas eu nem me abalo, adoro ver a cara deles depois que acabam a prova atrás de mim”, conta a piloto.

“Eles dizem que lugar de mulher é na cozinha, mas eu nem me abalo. Adoro ver suas caras depois de acabarem uma corrida atrás de mim”
Luana Pedrosa, sobre as provocações dos adversários

Seu irmão Alfredo, de seis anos, é prova disso. Assistindo às corridas dos boxes, ele não poupa elogios e se mostra bastante preocupado. “Às vezes, na hora da largada, minha perna começa a tremer sem que eu possa controlar”, diz o caçula. Outro incentivo importante é o do preparador e chefe de equipe Beto Leandro. “Seus conselhos e a estrutura da equipe são muito relevantes para um bom desempenho”, diz Luana.

“Quando comecei a correr, tinha medo. Agora já me acostumei. No acidente mais grave que tive, apenas luxei meu ombro”

Eric Granado, 11 anos, sobre os riscos do esporte

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