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Abril/2008
     
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Já começa a briga
O novo Toyota enfrenta os (outros) líderes de vendas do segmento de sedãs médios

TEXTO Douglas Mendonça
FOTOS Roberto Assunção


1. HONDA CIVIC EXS 1.8 POTÊNCIA: 140 CV TORQUE: 17,7 KGFM ENTREEIXOS: 2,70 M R$ 85.235
2. COROLLA SE-G 1.8 POTÊNCIA: 136 CV TORQUE: 17,5 KGFM ENTREEIXOS: 2,60 M R$ 87.300
3. VECTRA ELITE 2.0 POTÊNCIA: 128 CV TORQUE: 19,6 KGFM ENTREEIXOS: 2,70 M R$ 76.527

A disputa pela preferência do consumidor de sedãs médios nunca esteve tão acirrada. O Civic, líder absoluto desse segmento com 29,67% das vendas em 2007, tem pela frente agora um Corolla revigorado com uma carroceria que, na versão atual, conseguiu manter-se no segundo posto do segmento em 2007, com 21,56% das vendas. Uma saída honrosa para a geração que se despede dando lugar ao novo Corolla. Completando o trio de sucesso, vem o Vectra. Fechou o ano passado na terceira posição, com 19,09% do mercado de sedãs médios. Só para que se tenha uma idéia, os três juntos dominaram o mercado de sedãs, vendendo 112.424 unidades, o que representa 70,34% do segmento. O restante, pouco menos de 30%, fica dividido entre Fusion, Mégane, 307 Sedan, Sentra, Bora, Jetta e C4 Pallas.

Agora, com o início da comercialização da nova geração do Corolla, o sedã da Toyota deverá encostar no Civic, e a briga pela liderança será intensa. Ele tentará reassumir essa liderança de segmento, que, antes do lançamento do novo Civic, já foi sua. Armas para isso não faltam: apesar de manter linhas ainda conservadoras com relação ao Civic, mais arrojado e atraente em suas formas, o novo carro aposta suas fichas em suas suspensões mais comportadas e confortáveis que as do Honda, no próprio conservadorismo de seu aconchegante interior e de sua boa mecânica. Afinal de contas, nem só de modernismos vive o mercado de automóveis.

E o Vectra, como fica nessa “briga de cachorro grande”? O carro da Chevrolet é quem mais provavelmente perderá nessa disputa. Sóbrio e elegante, é ainda mais conservador em suas linhas que o novo Corolla. Sob esse aspecto, não perde muito para nenhum dos japoneses: há os que gostam de linhas mais sérias, e seu design ainda é atraente e relativamente novo. A coisa pega mesmo é na mecânica. Com o motor 2.0 Flex, que produz 121/128 cv (gas/álc), o Chevrolet fica atrás dos concorrentes em performance: de concepção antiga, fica difícil unir desempenho, emissão de poluentes e baixo consumo. O motor acaba sendo mediano em tudo, e o consumidor fica insatisfeito com o rendimento e o alto consumo. Além disso, o sistema de direção transmite muito as irregularidades do piso para as mãos do motorista, característica inconveniente em um carro de R$ 76 mil, nesta versão Elite. Ao comparar, o consumidor vê que os concorrentes são mais competitivos e têm mecânica mais moderna, e o Vectra poderá perder participação no segmento.

O Corolla chega oferecendo linhas mais atraentes, uma carroceria dimensionalmente maior na largura e no comprimento que a versão atual (leia matéria anterior), que sai de linha. A marca japonesa apresenta o novo Corolla como um produto de categoria superior à do segmento e com soluções de espaço interno e de porta-malas que superam as do Civic. E essas informações procedem: com a carroceria maior, os técnicos trabalharam incessantemente na obtenção de mais espaço para pessoas e bagagens. E obtiveram sucesso nessa empreitada. O novo Corolla acomoda melhor as pessoas em seu interior e oferece um volume de porta-malas bem superior ao do Civic: são 470 litros do Toyota contra apertados 340 litros do Honda, mas excelentes 526 litros no Vectra. Vantagem indiscutível do Chevrolet para aqueles que fazem questão de ter um bom porta-malas.

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