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Abril/2008
     
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Chegou o Corolla
Ele já foi líder de vendas no segmento, e agora chega ao Brasil em sua décima geração para tentar reconquistar os clientes perdidos

TEXTO Douglas Mendonça
FOTOS Roberto Assunção


TOYOTA COROLLA 2009 R$ 62.000 a R$ 87.300

A décima geração do modelo de carro mais vendido no mundo (desde 1966, com mais de 32 milhões produzidos) chegou ao nosso mercado. Lançado na Europa e nos Estados Unidos no ano passado, o novo Corolla (produzido em 16 países e vendido em mais de 140), começa a ser fabricado aqui e tem a dura missão de substituir um dos grandes fenômenos de vendas do mercado nacional: o Corolla atual.

Claro que a luta pela liderança no segmento de sedãs médios será bem difícil: quando chegou aqui, há cinco anos, o Corolla encontrou um mercado fácil, com carros pouco competitivos. Um cenário completamente diferente do que vemos hoje, com o ótimo Civic, o bom Vectra e os combativos Mégane e C4 Pallas, entre outros: todos novos e competitivos. Para enfrentar a concorrência, a Toyota não mediu esforços nem custos para fazer dessa nova geração um carro bom de briga, como foi a geração anterior.

O engenheiro-chefe executivo do projeto Corolla no Japão, Soichiro Okudaira, afirma que “o novo e robusto design, combinado com uma excelente dinâmica de direção, deverá terminar com o estereótipo de que o Corolla é um bom carro, mas sem proporcionar emoção em sua condução. Agora estou confiante de ter desenvolvido um carro capaz de provocar emoções desde o primeiro instante”. E é verdade. O Corolla atual sempre foi visto como um carro capaz de transportar pessoas com segurança e conforto, mas faltava a emoção ao volante, a vontade de conduzir a máquina.

Nesta nova geração, a situação começa a mudar já no visual. Com formas e detalhes que lembram, e muito, seu irmão maior Camry, o carro ficou mais atraente. A nova carroceria, rebaixada e larga, criou uma aparência dinâmica e esportiva: ele foi desenhado no centro de design da Toyota no Japão e sofreu forte influência das escolas italianas, onde os principais estilistas da marca estiveram para “ter novas idéias”. Sabiam que precisavam criar um carro que passasse uma imagem renovada, de solidez e força.

AS MUDANÇAS NO DESIGN NÃO FORAM RADICAIS: ELE CONTINUA CONSERVADOR
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