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Quando jornalistas viram consumidores
Esportivo pacato Nova transmissão automatizada do Stilo agrada bastante, mas, com esse visual, ele merecia um motor mais potente
Flávio R. Silveira |REPÓRTER
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STILO SPORTING DUALOGIC R$ 62.550 |
Embora tenha saído de linha na Europa e em breve possa ser substituído aqui pelo novo Bravo, o Stilo ainda é interessante. Na versão 2008, ganhou uma sobrevida com a leve reestilização e, o mais importante, a transmissão automatizada, como na Meriva Easytronic.
Mas se a GM lançou antes a novidade no Brasil, a Fiat riu por último - e riu melhor. O câmbio do Stilo é mais rápido e, por isso, de adaptação mais fácil. Dirigindo devagar, a sensação é a de um carro automático, com trocas suaves e sem trancos - eles só acontecem em ladeiras, quando se pisa fundo no acelerador ou quando se opta pelo modo "Sport".
Neste caso, é mais interessante passar para o modo manual e tomar controle da situação, mudando as marchas conforme sua vontade, usando a alavanca ou as borboletas opcionais atrás do volante.
Na versão de entrada, o Stilo Dualogic sai por R$ 54.300 (R$ 2.520 mais caro que com câmbio manual), um bom preço para um carro com muitos itens de série. No "Sporting", o preço sobe para R$ 62.550, mas ele vem com ar digital de duas zonas, duto de ar para o banco traseiro, rodas especiais e teto solar gigante "Sky Window" de série, entre outros itens.
Mas uma coisa não dá para entender: como um carro com nome e visual de esportivo pode ter um motor 1.8 de apenas 114 cavalos? Concorrentes como Peugeot 307 e Citroën C4 têm motores 2.0 que passam dos 140 cv (já Golf e Vectra também deixam a desejar neste quesito). O Stilo tem bom câmbio, boa suspensão, acabamento impecável, é confortável, bonito... mas merecia um motor melhor (por isso, e só por isso, eu não o compraria). O 2.4 20V do Stilo Abarth (R$ 91.100), com 167 cv, seria muito bem-vindo.

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