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Mercado e serviços
Como proteger seu carro Alarmes, bloqueadores e rastreadores são os principais recursos para proteger seu carro dos ladrões: entenda quais as diferenças entre eles e escolha a melhor opção para você
TEXTO Rafael A. Freire ILUSTRAÇÃO Fernando Siniscalch

O índice de roubos de carros nas grandes metrópoles é bastante alto. Mesmo com seguro, as conseqüências de um roubo não são nada agradáveis. O carro é encontrado em estado ruim, ou “depenado”, e o seguro não reembolsa o prejuízo. Apesar da indenização em dinheiro, você acaba perdendo os equipamentos que tinha. Sem falar que trocar de carro inesperadamente não é nada bom. Para evitar problemas, existem vários tipos de equipamentos contra roubos e furtos. Rastreadores, bloqueadores e alarmes são as principais ofertas para a segurança de seu veículo.
O alarme é o recurso mais comum para proteção. O mercado oferece muitas opções, que variam de funções mais básicas às mais modernas, como seleção de sons de sirene, monitoramento de portamalas e capô, comando para ligar e desligar o som e controle por presença, que faz com que o motor fique bloqueado até que o dono o desbloqueie pelo controle remoto. Mesmo com todos esses aparatos, o alarme em si funciona a partir de um sensor que dispara a sirene se a ignição ou as portas forem violadas. Para detectar movimentos no interior do veículo, outro dispositivo emite ondas de ultra-som, que são capazes de identificar se alguém invadiu o carro.
Assim como o nome já diz, o bloqueador é encarregado de interromper o funcionamento do veículo em casos de roubo. Para isso, o cliente deve ligar para a central de monitoramento da empresa que fornece o bloqueador, se identificar (muitas vezes é necessário dizer uma senha) e pedir o bloqueio do veículo. Pouco depois, a alimentação de combustível ao motor é cortada e uma sirene é acionada, reproduzindo uma gravação que informa o roubo e dá um numero 0800 para que as pessoas por perto liguem e digam a localização do carro. Logo após o bloqueio, a central informa a polícia, que faz uma varredura nos arredores do local.
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| Empresas de bloqueadores e rastreadores oferecem centrais 24 horas. No caso dos rastreadores, quando o veículo é localizado, um serviço de busca vai tentar recuperá-lo |
Há também a tecnologia GSM, de celular, que dispensa a taxa mensal de serviço. Com um chip de celular dentro do bloqueador, o motorista tem a possibilidade de bloquear o motor apenas com uma ligação para aquele número. O ponto negativo desse sistema é que o cliente corre o risco de o dispositivo quebrar e o veículo ser bloqueado, ou de acabarem os créditos do aparelho e o bloqueio não funcionar em um momento de necessidade. Algumas empresas disponibilizam um botão secreto dentro do veículo, para que o cliente desative o sistema caso o bloqueio seja involuntário. Esse tipo de equipamento custa em média R$ 800 e não possui taxas mensais, mas é necessário manter sempre o celular ativo, com créditos válidos, para que possa receber a ligação.
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| Os rastreadores que utilizam tecnologia GPS, via satélite, têm maior abrangência |
Uma soma de alarme e bloqueador, com o diferencial de ter por trás um serviço de resgate do veículo e uma central de monitoramento por antena ou por tecnologia GPS (via satélite). Isso define bem o que o consumidor pode esperar quando instala um rastreador em seu veículo. “O mais importante não é o equipamento, e sim o serviço oferecido. É isso que a pessoa deve priorizar na hora de escolher qual rastreador vai usar”, diz Pedro Coli, gerente de marketing e vendas da Ituran, uma das maiores empresas de rastreamento do Brasil. Para bloquear o veículo, o usuário tem que ligar para a central e informar o que está acontecendo. Se ele estiver dentro do carro com os bandidos, um botão secreto avisa a central. Para ter certeza de que o botão não foi apertado por acidente, a empresa liga para o celular do cliente e diz um código do serviço, pré-combinado com o usuário.
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