| |
Especial Esportivo
Fiat Punto Abarth: O veneno do Escorpião Avaliamos na Itália o Punto envenenado pela Abarth. Com motor 1.4 turbo e belo visual, ele é enfim o Punto que os fãs de esportivos desejavam
Texto Flávio R. Silveira, de Balocco (Itália)
Sem dúvida ele é um Punto. Mas não adianta procurar pelo logotipo da Fiat, pois não vai encontrá-lo: no lugar dele está o escorpião da Abarth. “Trata-se de um tuning inteligente do Grande Punto. Melhoramos sem estragar o original”, explica Paolo Ollino, responsável pela engenharia e design da Abarth.
Criada em 1949 por Carlo Abarth, a marca do escorpião fez sucesso nas pistas de competição nos anos 50, 60 e 70. Em 1971 foi adquirida pela Fiat, e com o tempo perdeu representatividade. Agora, ressurge com marca independente e autônoma.
Por isso mesmo o Punto Abarth não faz questão de mostrar que é um Fiat. Esqueça nosso Sporting, já criticado aqui pela incompatibilidade entre visual esportivo e comportamento manso. Além das alterações estéticas, também presentes no Abarth, o veneno do escorpião fez bem para seu desempenho. Afinal, não é isso que se procura em um esportivo?
O que os olhos vêem são rodas de 17 polegadas com freios Brembo em vermelho, mesma cor dos retrovisores e da inscrição Abarth nas laterais, párachoques com tomadas de ar maiores, faróis com máscara negra, saias laterais e caixas de roda em preto e o escudo do escorpião por todo lado.
No interior, o “Mr. Dot” no painel deu lugar ao escorpião, os bancos esportivos seguram o motorista nas curvas, painel e console tem acabamento que imita fibra de carbono, volante e câmbio em couro ganharam costuras vermelhas aparentes e o painel de instrumentos ficou mais esportivo. Pedaleiras em alumínio e soleiras completam a transformação.

• Potência de 157 cv
• 0 a 100 km/h - 8s2
• 17.800 euros
Mas a melhor notícia está debaixo do capô: o motor 1.4 turbo de quatro cilindros e 16 válvulas gera 157 cavalos, 42 a mais que no nosso Punto Sporting 1.8. O torque também leva uma boa vantagem sobre o 1.8 compartilhado com a GM, com 18,5 kgfm. No Abarth, são 21 kgfm a 5.000 rpm, em modo “normal”. Isso porque ao apertar o botão “Sport Boost” o torque sobe para 23,4 kgfm, com uma vantagem adicional: a marca é atingida antes, nas 3.000 rpm. Além disso, a direção fica mais firme, e o carro mais “na mão”. Ao volante, na pista de testes da Fiat em Balocco, Itália, sentimos bem as diferenças. O carro fica divertido de dirigir, com boas respostas e ótima estabilidade.
Isso porque o Punto Abarth ainda recebeu modificações na suspensão, com barra anti-rolagem maior, amortecedores dianteiros 20% mais firmes e altura rebaixada em dez milímetros. Os freios são a disco nas quatro rodas (Brembo nas dianteiras) e, em nome da segurança, o sistema ESP (controle de estabilidade) é de série e não pode ser desligado.
Críticas? Em primeiro lugar, o turbo poderia ter geometria variável, assim não “esvaziaria” tanto depois de atingir seu pico, o que é um pouco frustrante. Uma segunda crítica, que talvez viesse dos que não acham os 157 cv suficientes, a Abarth já respondeu com o kit “esseesse” (veja box). No Brasil, a Fiat ainda diz não ter previsão sobre a venda do carro. Mas, segundo rumores, chega ano que vem. Tomara!
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >> |
|