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Dezembro/2007
     
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Edição 296
 
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Quando jornalistas viram consumidores
Beleza interior
Ele pode não ser bonito, mas atende às suas necessidades

Ana Flávia Furlan CHEFE DE REPORTAGEM

A primeira coisa que consegui falar ao ver o Logan de perto foi: “Deus, que carro medonho!” Eu não conseguia ver nada além de um corte horroroso do volume traseiro, de lanternas que pareciam recortadas à mão e de faróis de carro velho. O que estava ali, bem na minha frente, era um veículo de design antiquado e que, certamente, não me agradaria. Torci o nariz mas, mesmo contrariada, sentei ao volante para a primeira avaliação do modelo. E não é que gostei do sedã?! Aliás, gostei muito. Esse meu primeiro contato foi com o modelo 1.6. Esperto, ágil, econômico, espaçoso como poucos e vendido a um preço atraente. Pouco tempo depois eu já nem achava mais o Logan tão feio. Suas qualidades desfizeram a minha má impressão inicial.

Agora, com esse motor 1.0, confesso, ele perdeu um pouco do brilho, mas manteve características importantes para quem precisa de um carro barato para carregar toda a família. Seu porta-malas acomoda excelentes 510 litros e os passageiros de trás praticamente nem se esbarram. Ouvi comentários aqui na redação de que o motor é insuficiente para rodar na estrada, carregado. Como não viajei com essa versão 1.0, não posso ser tão severa nas críticas. Mas tendo o maior torque e a maior potência entre os concorrentes (com peso semelhante) não acredito que ele possa ser muito inferior a Siena e Classic. É um carro 1.000, com vocação urbana, e não dá para fugir muito disso. De qualquer forma, como popular, eu aprovei o Logan no meu dia-a-dia.

RENAULT LOGAN R$ 27.990
FOTOS ROBERTO ASSUNÇÃO FOTOS ROBERTO ASSUNÇÃO
O acabamento interno é bom, o que garante baixo nível de ruído. E a posição de dirigir é confortável

Contraponto
Apesar das críticas com relação ao design do carro, suas linhas mal desenhadas não me incomodaram. Sou, por princípio, prático. E o Logan também: sacrificou a estética em nome da funcionalidade e do espaço interno, esse último um dos destaques do carro. Me identifiquei com o sedã da Renault no quesito praticidade. Bom espaço interno, porta-malas com ótimo volume e boa área útil e silêncio e maciez ao rodar são algumas de suas qualidades. Nessa versão a crítica fica para a performance rodoviária: na estrada, com meia carga e bagagens, o desempenho deixa a desejar. Viaja com freqüência? Opte pelo 1.6: mais econômico e seguro nas ultrapassagens.
Douglas Mendonça – Diretor técnico

A principal qualidade do Logan não é mesmo o design. Mas no segmento de entrada, abaixo dos R$ 30 mil, ele enfrenta o Classic, que consegue ser ainda mais antiquado – o Logan tem linhas quadradas, mas pelo menos é uma novidade. Quanto ao desempenho, não fica fora do normal para um 1.0 – estes carros não nasceram para as estradas. No segmento, sem dúvida seria minha escolha.
Flávio R. Silveira - Repórter

FICHA TÉCNICA: Renault Logan Authentique
Motor 4 cil. em linha, 1.0 l., 8 V
Transmissão Câmbio manual, 5 marchas tração dianteira
Dimensões (m) comp: 4,24 / Larg: 1,74/ alt:1,53 entreeixos 2,63
Peso 1.025 kg
Porta-malas 510 litros
  Gasolina Álcool
Potência (5.850 rpm) 76 cv 77 cv
Torque (4.350 rpm) 9,9 kgfm 10,1 kgfm
Vel. Máxima 160 km/h 161 km/h
0 a 100 km/h 14s3 14s2
Consumo km/l C:13,5- E: 18,3 C:8,7- E: 11,9
Preço sugerido R$ 27.990

O painel de instrumentos tem conta-giros de série, o que é raro no segmento. E não falta espaço atrás, mesmo com três passageiros
 

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