| HOME | ÍNDICE REVISTA | ANTERIORES Com artigos da revista italiana Quattroruote 
Setembro/2007
     
ASSINE JÁ!

Edição 294
 
Reportagens
Mercado e serviços
Teste Rápido
Lançamento
Salão
Novidade
Comportamento
E mais
Seções

 

  Lançamento

Fiat 500 Cinqüenta anos depois
O carro que motorizou a Itália no pósguerra volta modernizado

No lançamento do modelo em 1957, tanto a imprensa quanto os cartazes colocavam o 500 como alvo das atenções italianas

Fiat 500 é um ícone da indústria automobilística italiana. Lançado em 1957, o minúsculo carrinho foi um marco para a Fiat: foi o início da popularização do automóvel para o povo italiano durante a recuperação econômica da Segunda Grande Guerra. Enquanto a Itália era reconstruída, as famílias podiam voltar a ter um carro. O que nem todo mundo sabe é que o “italianíssimo” 500 era, na realidade, um projeto alemão, inspirado no Fusca, do qual herdou algumas linhas básicas. Isso mesmo! Nos anos 50, a Fiat possuía na Alemanha um centro tecnológico em Heillbronn e uma linha de montagem em Weinsberg, na qual trabalhava Hans Peter Bauhof, um técnico alemão que propôs, à matriz italiana, o projeto de um novo carro, adequado à situação que a Europa enfrentava naquele pós-guerra.


Inegável semelhança
Apesar de sua forte personalidade, o Fiat 500 tem um elo com o nosso velho e conhecido Fusca. O projetista do pequeno Fiat foi o alemão Hans Peter Bauhof, que se inspirou nas linhas do genial Ferdinand Porsche para criar o desenho do popular italiano. As formas básicas realmente se assemelham...

Iniciado no primeiro ano da década de 50, o protótipo e o projeto foram enviados à Itália para avaliação: um carro pequeno, de construção simples, com manutenção reduzida, fácil de ser produzido e que poderia ser vendido a preços populares. Era tudo o que a combalida Europa precisava naquele momento. Do projeto original alemão, os italianos trocaram o motor. O propulsor de 500 cm3 de dois tempos e um cilindro proposto pelo alemão foi substituído por outro com a mesma cilindrada, mas com dois cilindros e quatro tempos.

Certamente, essa alteração faria toda a diferença. Apesar de um pouco mais potente, o motor de dois tempos consumiria mais combustível e não teria a mesma durabilidade de um de quatro tempos, duas características fundamentais em tempos difíceis. Desenvolvendo parcos 13 cv, o motorzinho permitia ao Fiat 500 baixo consumo e uma velocidade máxima de 85 km/h. Os italianos percorriam todo o país com família e bagagem a bordo do valente carrinho. Fica fácil entender o fascínio do italiano pelo 500: a grande maioria das pessoas tem um caso familiar para contar envolvendo o carrinho. Assim como acontece no Brasil com o Fusca. Agora em 2007, 50 anos depois do lançamento do ícone italiano, a Fiat apresentou em uma grande festa na cidade de Torino, o berço do 500 original, uma versão modernizada do modelo.

1 | 2 | 3 | Próxima >>

 

OUTROS SITES

 


   
© Copyright 1996-2006 Editora Três