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Reportagens
Fusquinhas do Mal Casal monta oficina especializada em construir rat rods, uma tendência americana que agora chega ao Brasil. O segredo está na falta de acabamento e muita criatividade no projeto
TEXTO: FLÁVIO R. SILVEIRA
"Que da hora! Como você faz isso com um fusca?", pergunta Joaquim Lo Preti, 10, ao ver os curiosos Fuscas durante nossa seção de fotos no bairro do Sumaré, em São Paulo. Realmente os rat rods são carros que despertam a curiosidade. E não só das crianças: motoboys, velhinhas, praticamente todos na rua olhavam, de queixo caído, para os fusquinhas modificados. Na verdade, um rat rod não precisa obrigatoriamente ser derivado de um fusca. "Nos EUA, são Frankensteins. Vão pintando as peças antigas, o cara vai montando o carro",explica Eric Martins, 35, responsável pelos carros que mostramos aqui. A namorada Sabrina de Lucena Amadei, 25, explica que começaram juntos, há três anos, o projeto que deu origem à Escuderia Bad Bug (www.badbug.com.br).
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Eric e Sabrina mostraram suas criações. O charme está nos detalhes: a alavanca de abertura do capô é uma chave combinada, os retrovisores são acessórios de época e os faróis das motocicletas Harley-Davidson |
Eric sempre gostou de carros antigos e das reuniões dos grupos de fãs de veículos personalizados. "O objetivo é juntar gente e trocar peças e experiências". Ele conta também que o Brasil está bastante atrasado na moda dos rat rods, e que na Europa e nos Estados Unidos, principalmente na Califórnia, esses carros já fazem bastante sucesso, e viraram moda há pelo menos sete anos.
O que chama mais atenção nos carros é o aspecto rústico e sujo: o acabamento interno das portas não existe, a pintura é fosca, e a ferrugem está por todos os lados, sem ninguém se preocupar em tratá-la. "A ferrugem faz parte. Não queremos ficar passando flanelinha. Pintei a caçamba na mão", explica Sabrina.
O carro preto é chamado Harley Bug, por usar diversas peças de Harley-Davidson. A receita é criatividade nos detalhes, como a maçaneta do capô, que é uma chave combinada, os retrovisores de época e o pára-choques dianteiro que imita a ponta do chassi de um Ford 1932.
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Não há como passar despercebido. As grandes rodas com pneus largos, as saídas de escapamento sob medida, tudo chama a atenção. No interior, destaque para a falta de acabamento nas portas |
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Sabrina e Eric reclamam das críticas que recebem tanto dos donos mais conservadores de hot-rods quanto dos fanáticos por fusca, que não gostaram muito dos seus rat rods. "O grande problema é a inveja, daí que vêm as críticas", se defende. Por outro lado, "o pessoal do Clube do Fusca não teve resistência. Eu pensei que iam me criticar, mas acharam legal", conta.
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