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Julho/2007
     
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Edição 292
 
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Comparativo
Poucas e boas
O escasso segmento de peruas médias se revigora: 307 SW ganha versão mais barata, Fielder vira flex e Mégane Grand Tour ganha fôlego. São apenas três opções, mas a escolha é difícil!

TEXTO: FLÁVIO R. SILVEIRA FOTOS: CLÁUDIO LARANGEIRA

Com a onda das minivans, as peruas já foram uma espécie ameaçada de extinção. Mas as minivans não apresentam novidades há tempos, deixando de crescer no mercado. Enquanto os consumidores aguardam uma reação desse segmento, são as peruas que voltam revigoradas às garagens das famílias que precisam de espaço para pessoas e cargas.

Na virada de maio para junho, duas novidades: a Toyota Fielder ganhou o motor bicombustível, mas manteve o velho desenho (que deve mudar no início do ano que vem), enquanto a Peugeot 307 SW foi lançada em um nova versão, Allure, com menos equipamentos e opção de câmbio manual. Isso acarretou uma redução de R$ 10 mil no preço, que se alinhou com os da concorrência.

Aproveitamos a oportunidade para compará-las com outra novidade, a Renault Mégane Grand Tour, lançada em novembro do ano passado, cujas vendas agora ganham fôlego e se aproximam das da Fielder, até o momento líder do semento. Já a Fiat Marea Weekend ficou de fora por ter vendas insignificantes (veja box) e ser oferecida apenas com motor 1.6 flex.

O fato é que, nessas versões com motor mais potente (Mégane e Corolla são oferecidas também com motores 1.6 bicombustível), por cerca de R$ 70 mil, as marcas francesas atacam com espaço e conforto a bordo, enquanto a montadora japonesa responde com o único motor capaz de rodar com álcool ou gasolina – e sua conhecida confiabilidade e durabilidade.

A 307 SW tem o visual mais agressivo, com seus faróis espichados e a grande “boca”, enquanto a Fielder é a mais conservadora das três. Já a Mégane Grand Tour tem o design mais atual: as lanternas traseiras invadem a coluna e o teto fica mais baixo na parte traseira

AO VOLANTE
A posição de dirigir pode não ser tão alta quanto a das minivans, mas em compensação a estabilidade é muito melhor nas peruas, assim como o acerto das suspensões. Nesse quesito, vitória para a Mégane, com melhor equilíbrio entre conforto e esportividade – é bastante firme e absorve muito bem os impactos.

Na Fielder, o acerto mais esportivo resulta em mais solavancos (esportividade não é prioridade para o consumidor de peruas). A 307 SW é a única com suspensão traseira independente, mas delicada demais para pisos irregulares um preço pago por ser fabricada na França, para rodar em ruas e estradas lisinhas. Ela é a única importada deste comparativo.

Na hora de acelerar, empate técnico. O motor 2.0 Peugeot, mais potente (143 cv) e com maior torque (20 kgfm), ganhou vida com o câmbio manual, e responde com vigor ao pé direito. Já a Mégane fica só um pouco atrás, com seu 2.0 de 138 cv e 19,2 kgfm, mas têm como trunfo o câmbio de seis marchas, com relações mais reduzidas (maior agilidade) de primeira a quinta, maior economia de combustível e menos ruído em altas velocidades.

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