CAPA
| ESPORTIVOS NACIONAIS
Campeões de potência
Faça aquilo
que seu consumidor esteja disposto a pagar. O novo Golf brasileiro
não é tão sofisticado quanto o europeu,
mas cabe no nosso bolso. Confira e compare o novo Civic Si,
o nacional mais potente do Brasil. Por pelo menos um mês!
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VOLKS GOLF GTI
Com design atualizado,
é o mais esportivo dos Golf fabricados até
hoje. |
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NOVO CIVIC SI
O carro nacional mais
potente do Brasil. Por menos de um mês! |
TEXTO: RICARDO DILSER
FOTOS: MARIO VILLAESCUSA
O mercado de esportivos nacionais estava precisando de algo
assim. Os fãs desse segmento, cansados de modelos que
oferecem mais aparência que potência, ganharam
um esportivo nacional de verdade, sem ilusão: o novo
Honda Civic Si,
que já está nas concessionárias por R$
99.500. Para quem gosta de aparência, ele tem aerofólio,
rodas 17 polegadas, ponteira do escapamento cromada, grade
frontal na cor da carroceria, logotipos laterais, na dianteira
e traseira, bancos esportivos, manopla do câmbio em
couro, painel com iluminação vermelha (azul
nas demais versões), pedais esportivos em alumínio...
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MOTOR E CÂMBIO |
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O
motor (foto superior) não é o novo 2.0
litros FSI. "Remapeado", o velho 1.8 passou
de 180 cv para 193 cv, graças ao aumento da pressão
do turbo. Na foto inferior, o câmbio automático
opcional, agora com cinco velocidades e a nova grafia
dos instrumentos, beleza e esportividade no GTI. |
Tudo isso um esportivo pode (e deve) ter, mas não
é o que faz um puro-sangue. Colocar isso em um Civic
normal, com 140 cv, seria apenas estética, como muitas
montadoras fazem. Mas a Honda mexeu mais... a começar
pelo motor que, com 193 cv, fica 1 cv atrás do Golf
GTI, lançado menos de um mês
depois para roubar do Civic o título de mais potente
do País.
Não que um motor totalmente novo tenha sido desenvolvido.
O que fizeram foi modificar o 2.0 de 150 cv do Accord. Com
aumentos nos fluxos de admissão e escape (graças
às tecnologias DOHC e i-VTEC da Honda, que utilizam
dois lóbulos de comando de válvulas, um para
baixas e médias rotações e outro para
os altos regimes - esse último similar ao dos carros
de corrida, com trocas controladas eletronicamente), na taxa
de compressão (de 9,8:1 para 11:1) e na rotação
máxima do motor, conseguiram somar 42 cv e chegar quase
ao resultado mágico dos 100 cv/litro, valor alcançado
pelos melhores motores esportivos do mundo. No torque um resultado
modesto com relação ao motor do Accord: 0,2
kgfm a mais, chegando a 19,2 kgfm. Com o motor “respirando”
tão bem, esperava-se pelo menos 20,5 kgfm de torque
máximo.
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