 |
| HONDA
CR-V |
FICHA
TÉCNICA
Motor: 4 cl, 2.01,
aspirado
Transmissão:
automática, 5 marchas,
tração integral
Dimensões:
Comp: 4,83m / Larg: 1,84 / Alt:
1,45m
Peso:
1.595 kg
Porta-Malas:
n/d
Gasolina
Potência:
150 cv a 6.200 rpm
Torque:
19,4 kgfm a 4.200 rpm
Veloc.
Máxima: n/d
0
a 100 km/h: 12s2
Consumo
km/L: n/d
Preço
/ Brasil: R4 123
mil |
CAPA
| ESPECIAL 4 X 4
Os nossos futuros SUV
ONDA DE LANÇAMENTO DE SPORT-UTILITIES
NA EUROPA APONTA PARA UM CRESCIMENTO DESSE MERCADO TAMBÉM
NO BRASIL. CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE OS MODELOS QUE,
EM BREVE, ESTARÃO NAS RUAS
EDIÇÃO: ANA FLÁVIA FURLAN
HONDA
CR-V
A Honda do Brasil foi rápida no gatilho. Menos de três
meses após ser lançado no Japão, o novo
CR-V já está à venda nas concessionárias
do País. Equipado com motor 2.0 16V de 150 cv e 19,4
kgfm de torque, o SUV chega ao mercado custando R$ 123 mil
para enfrentar diretamente Toyota Rav4, Kia Sorento e Pajero
Sport (esse dois em versões gasolina e diesel). Mas
esses não serão seus únicos adversários.
Um recente especial sobre SUV, elaborado por nossa parceira
italiana, a revista Quattroruote, e apresentado nas páginas
a seguir, mostra que o CR-V já enfrenta, por lá,
a concorrência de outros fortes modelos off-road.
Como o Brasil absorve grande parte das características
de mercado da Europa, alguns dos sport-utilities avaliados
por nossa parceira internacional começam a ser vendidos
aqui este ano e outros chegarão em breve. Provenientes
da coreana Ssangyong, os modelos Actyon e Kyron, ambos 4x4,
já estão sendo comercializados no País.
O Land Rover Freelander II, mostrado na edição
passada, tem sua estréia confirmada para este semestre
e o Jeep Wangler, segundo informações obtidas
junto à DaimlerChrysler em ocasião de sua apresentação,
estréia no Brasil também este ano.
O novo Mitsubishi Outlander pode vir ao Brasil a qualquer
momento e o Antara é praticamente a versão Opel
do Chevrolet Captiva que deve (apesar de a marca não
confirmar) ser vendido por aqui em breve. Assim como logo
acontecerá por aqui, esse foi praticamente o mês
do SUV na Europa. Foram sete lançamentos simultâneos
de sport-utilities. A seguir, conheça algumas das principais
características dos modelos que vão movimentar
o segmento brasileiro dos sport-utilities médios.
Lançado quase simultaneamente na Europa e no Brasil,
o Honda
CR-V chega a essa terceira geração com um visual
muito mais sofisticado e robusto. Mas não foi só
o desenho de sua carroceria que chamou a atencão dos
jornalistas especializados na apresentação à
imprensa. Entre suas principais novidades está um sistema
eletrônico de assistência à pilotagem chamado
Cmbs (Collision mitigation brake assistance ou Sistema de
frenagem para a redução do risco de colisão)
que, literalmente, freia o automóvel antes de uma batida
inevitável, reduzindo seus danos.
Funciona assim: quando o carro começa a se aproximar
perigosamente do veículo da frente, um aviso sonoro
dá o alerta ao motorista e, no display, aparece a palavra
brake; se mesmo assim a distância entre os automóveis
continuar diminuindo, o sistema intervém com uma leve
freada e coloca uma tensão maior no cinto de segurança;
quando finalmente o impacto é inevitável, o
carro estica os cintos dianteiros e freia forte, para diminuir
o choque.
É o primeiro automóvel dessa categoria a oferecer
esse tipo de equipamento de segurança. Mas a preocupação
com a proteção aos ocupantes não parou
por aí. O piloto automático, quando acionado,
também é responsável por manter uma distância
pré-determinada do carro da frente, os faróis
giram 20 graus para iluminar as curvas e o carro conta ainda
com seis airbags e controle eletrônico de estabilidade.
O novo motor 2.0 a gasolina desenvolve 150 cv e possui o
mesmo comando de válvulas variável já
visto nos outros motores da marca. Equipado com um câmbio
automático de cinco marchas, o modelo deixa a desejar
nas retomadas e nas acelerações e, ao que tudo
indica, a dirigibilidade é mais favorável quando
ele vem equipado com o câmbio manual de seis marchas.
De qualquer forma, nota-se que a montadora privilegiou a economia
de combustível no acerto de seu propulsor, chegando
a uma média de 12,5 km/l em percursos mistos. Equilibrado,
silencioso e com esterço eficiente, o novo CR-V lembra
mais um veículo para rodar no asfalto do que um fora-de-estrada.
 |
| LAND
ROVER FREELANDER II |
FICHA
TÉCNICA
Motor: 4 cl, em linha,
2.21, turbodiesel
Transmissão:
automática, 6 marchas,
tração integral
Dimensões:
Comp: 4,50m / Larg: 1,91 / Alt:
1,74m
Peso:
1.770 kg
Porta-Malas:
755 Litros
Diesel
Potência:
160 cv a 4.000 rpm
Torque:
140,8 kgfm a 2.000 rpm
Veloc.
Máxima: 181
km/h
0
a 100 km/h: 11s7
Consumo
km/L: n/d - Estrada:
16,1
Preço
estimado / Europa: €
123 mil |
LAND
ROVER FREELANDER II
Na Europa, o Freelander decretou o sucesso do segmento sport
utility. No entanto, muita coisa mudou desde 1997, ano de
seu lançamento. Agora, novamente, ele vira notícia
com o lançamento de sua segunda geração
(reportagem na edição de janeiro de MOTOR
SHOW). Maior em dimensões, seu porta-malas
cresceu em 38% para acomodar 755 litros de bagagem até
o teto e o habitáculo tem inspiração
– ainda que com personalidade própria –
nos modelos mais caros da marca. Um dos grandes pontos de
força desse modelo, seu motor diesel 2.2 de 160 cv,
não será importado por restrições
de nossa lei. Teremos no Brasil apenas a versão V6
gasolina com 233 cv. Já a tração integral
é das mais comuns e eficazes: uma embreagem Haldex
controlada eletronicamente distribui a tração
no momento ideal.
O modelo traz ainda uma bela novidade: o sistema Terrain Response,
que adapta o automóvel ao terreno enfrentado, disponível
em seus irmãos maiores. Claro que aqui ele aparece
em uma versão light já que o carro não
dispõe de reduzida ou de suspensão pneumática.
O esterço, na terra ou no asfalto, é razoavelmente
leve, mas não se deve esperar velocidade de resposta.
 |
| SSNGYONG
ACTYON |
FICHA
TÉCNICA
Motor: 4 cl, 2.01,
turbodiesel
Transmissão:
manual, 5 marchas, tração
traseira com opção de 4x4
Dimensões:
Comp: 4,46m / Larg: 1,88 / Alt:
1,74m
Peso:
1.881 kg
Porta-Malas:
n/d
Diesel
Potência:
145 cv a 4.000 rpm
Torque:
31,6 kgfm a 4.500 rpm
Veloc.
Máxima: 163
km/h
0
a 100 km/h: 13s05
Consumo
km/L: n/d
Preço
/ Brasil: R$ 109
mil |
SSANGYONG
KYRON
O Ssangyong Kyron, que começa a ser vendido no Brasil,
já não é mais novidade no mercado europeu.
Muito pelo contrário. Por lá, ele já
foi lançado, vendido, testado e aprovado pelo público
e se configura em um dos grandes sucessos da marca ao lado,
principalmente, do Rexton, desenhado por Giugiaro. Mas com
o Actyon, a história é outra. Trata-se tade
uma versão mais compacta do Kyron e foi lançada
quase simultaneamente no Brasil e na Europa. A primeira vista,
esse 4x4 impressiona pelas linhas muito originais de sua carroceria.
Tem uma dianteira pronunciada, que lembra a cabeça
de um tubarão e a traseira, ao contrário, é
curta e bem inclinada, com linhas que se aproximam muito mais
de um cupê, de um hatch ou em uma moderna perua do que
de um SUV.
Em relação ao modelo Kyron, o Action é
20 centímetros mais curto, mas herdou grande parte
de sua mecânica. O motor turbodiesel, por exemplo, é
o mesmo: 2.0 Xdi, quatro cilindros common rail que, com seus
145 cv e 31,6 kgfm de torque, permite ao Action mover-se com
discreta agilidade em qualquer situação. O sistema
de tração também foi aproveitado. Ele
dispõe de rodas motrizes traseiras e oferece a opção
de inserir, por meio de uma alavanca, o sistema 4x4 (bloqueando
o diferencial central) ou ainda as reduzidas, enfrentando
condições fora-de-estra para as quais, a primeira
vista, o Actyon não está preparado. Em relação
à transmissão, a coisa muda um pouco de figura.
Enquanto o irmão maior Kyron usa um câmbio automático
de cinco marchas de origem Mercedes (o mesmo do Rexton), o
Actyon tem como opcional uma caixa automática de quatro
marchas bem menos brilhante.
Ao volante, o Actyon é um carro prazeroso, confortável
e a posição do motorista é alta e cômoda.
O esterço é muito desmultiplicado e um pouco
lento, mas é uma característica aceitável
e até interessante para a proposta de um veículo
off-road.
Apesar de ser realmente um sport utility, na Europa, o Actyon
possui uma versão 4x2 que não será disponibilizada
no Brasil. Por aqui, o consumidor escolherá entre o
Kyron 4x4 a partir de R$ 119,9 mil e o Actyon 4x4, a partir
de R$ 109 mil. Um bom preço pelo que oferecem
 |
| JEEP
WRANGLER UNLIMITED |
FICHA
TÉCNICA
Motor: 4 cl, 2.8,
turbodiesel
Transmissão:
manual, 6 marchas, tração
integral
Dimensões:
Comp: 4,75m / Larg: 1,88m / Alt:
1,84m
Alt:
n/d
Peso:
2.125 kg
Porta-Malas:
n/d
Diesel
Potência:
177 cv a 3.800 rpm
Torque:
41,8 kgfm a 2.000 rpm
Veloc.
Máxima: 180
km/h (limitada)
0
a 100 km/h: 13s
Consumo
km/L: n/d
Preço
/ Brasil: €
30 mil |
WRANGLER
UNLIMITED
Visto de lado, com as portas quadradas, os pára-lamas
saltados e o ar quase militar das linhas, a semelhança
com o Hummer é notável. Mas basta olhá-lo
de frente para identificar os inconfundíveis faróis
redondos e a clássica grade com sete aletas verticais
para afastar qualquer possibilidade de equívoco: o
novo Unlimited é um Jeep Wrangler, apesar da mudanças.
Algumas delas, aliás, verdadeiramente revolucionárias
como a adoção da carroceria quatro portas (depois
de 65 anos de fidelidade às duas portas), do motor
turbodiesel (uma traição para os puristas),
do pára-brisa curvo e de algumas concessões
ao conforto como a utilização de vidros com
acionamento elétrico. Com o motor 2.8 do Jeep Cherokee,
que desenvolve 177 cv e excelentes 41,8 kgfm de torque, ele
garante desempenho nos mais difíceis terrenos off-road.
O Wrangler Unlimited, de fato, não renunciou sua vocação.
O modelo dispõe agora de uma barra estabilizadora dianteira
que pode ser solta eletronicamente para aumentar o curso da
suspensão e manter a aderência das rodas nas
partes mais exigentes do percurso. Não falta também
o bloqueio do diferencial traseiro, para que o carro continue
a se movimentar ainda que com tração em apenas
uma das rodas.
Para a utilização no asfalto, o Wrangler também
obteve melhoras. O chassi foi enrijecido, a suspensão
teve sua geometria revista e houve um cuidado especial com
o tratamento acústico, o que acabou significando 20%
a menos de ruídos no habitáculo. Em relação
ao conforto e à versatilidade, ele agora acomoda verdadeiramente
cinco pessoas sem que nenhuma delas precise fazer contorcionismos
para acessar seus assentos e, revomendo o teto, o consumidor
passa a desfrutar de um insólito modelo SUV-Cabriolet...
O Antara é
a versão Opel da Captiva, que deverá
substituir a nossa Blazer. De tão familiar, ela tem
até um dispositivo para bicicletas
 |
| OPEL
ANTARA |
FICHA
TÉCNICA
Motor: 4 cl, em linha,
2.01, turbodiesel
Transmissão:
manual, 5 marchas, tração
integral
Dimensões:
Comp: 4,56m / Larg: 1,85 / Alt:
1,70m
Peso:
1.805 kg
Porta-Malas:
n/d
Gasolina
Potência:
150 cv a 4.000 rpm
Torque:
32,6 kgfm a 2.000 rpm
Veloc.
Máxima: 180
km/h (limitada)
0
a 100 km/h: 10s3
Consumo
km/L: n/d
Preço
/ Europa: €
31.801 |
OPEL
ANTARA
Assim como seu primo-irmão, Chevrolet Captiva, o Opel
Antara foi projetado sob medida para os novos desejos dos
consumidores de SUV. É bem compacto para ter agilidade
no trânsito, tem carroceria monobloco, suspensões
com rodas independentes para um excelente comportamento na
estrada e um potente motor turbodiesel de 150 cv e 32 kgfm
de torque a 2.000 rpm que se mostra brilhante em alta e menos
eficiente em baixas rotações, sobretudo quando
lotado e em subidas. O quatro cilindros com turbina de geometria
variável trabalha bem com o câmbio mecânico
(automático opcional): são apenas cinco marchas
sem muita disposição para serem selecionadas
esportivamente, mas de acordo com as características
do motor e do carro.
O esterço mostra sua vocação mais turística
que esportiva, porém tem resposta confiável,
com algum grau de agilidade e precisão. Para quem está
ao volante a sensação é de um “estreito
contato com o solo”. As rodas seguem a trajetória
imposta sem que o motorista precise recorrer a constantes
correções de rota, característica ratificada
pelo acerto das suspensões, não excessivamente
macias mas não rígidas o bastante para prejudicar
o conforto.
No interior, as condições são ideais
para se viajar com conforto: ambiente acolhedor e acabamento
bem feito. Apesar de acomodar cinco ocupantes com certa facilidade,
diferente de sua prima Captiva, o Antara não dispõe
de dois assentos extras. Em compensação, oferece
(como opcional) o dispositivo Flex Fix que, embutido no pára-choque,
permite o transporte de bicicletas com segurança. Junto
com ele, o consumidor leva um outro acessório, chamado
Flex Organizer, que permite uma melhor organização
da carga no bagageiro. A proposta desse SUV está longe
do que propõe alguns concorrentes. Nada de reduzidas
ou bloqueio do diferencial e a tração integral
é inserida automaticamente apenas quando se faz necessária.
Um carro mais familiar e menos aventureito, como pedem, aliás,
os novos fãs do segmento.
 |
| MITSUBISH
OUTLANDER |
FICHA
TÉCNICA
Motor: 4 cl, em linha,
2.01, turbodiesel
Transmissão:
manual, 6 marchas, tração
dianteira ou 4 x 4
Dimensões:
Comp: 4,64m / Larg: 1,80 / Alt:
1,72m
Peso:
1.655 kg
Porta-Malas:
n/d
Gasolina
Potência:
140 cv a 4.000 rpm
Torque:
31,6 kgfm a 1.750 rpm
Veloc.
Máxima: 187
km/h (limitada)
0
a 100 km/h: 10s8
Consumo
km/L: n/d
Preço
/ Brasil: indefinido |
MITSUBISHI
OUTLANDER
Novo é novo não há o que dizer. Do antigo
modelo, só ficou o nome. O resto é uma outra
história. Por fora e por dentro, nada lembra o anterior.
O Mitsubishi Outlander entra definitivamente no mundo dos
SUV, nas forma e na utilização. O habitáculo
acomoda sete passageiros, sendo que a última fileira
de bancos (um tanto desconfortáveis para longas viagens)
pode ser escondida sob o assoalho. No cofre do motor, um turbodiesel
de origem Volkswagen com dois litros de cilindrada e 140 cv
de potência que trabalha em conjunto com um câmbio
manual de seis marchas sem reduzida. Já a tração
integral oferece três modalidades de funcionamento.
Com um seletor pode-se escolher a posição “2WD”
(tração dianteira). A posição
“Auto” manda potência às rodas traseiras
por meio de uma fricção controlada eletronicamente
não apenas quando a dianteira perde tração.
A posição “Lock” é para casos
extremos e o torque fica dividido igualmente entre os dois
eixos. AINda para o fora-de-estrada, a Outlander possui boa
altura do solo, suspensão de curso longo e uma primeira
marcha bem curta, mas por causa da ausência de marchas
reduzidas, ela sofre em terrenos mais íngrimes.
Mesmo no asfalto, em razão de seus 1.655 kg, nas subidas
é necessário recorrer a reduções
de marcha para não perder velocidade. Em alta e nas
curvas mais velozes, o bom trabalho do controle de estabilidade
dá muito bem conta do recado.
|