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Março 2007
     
Jeep Wrangler Unlimited
O modelo dispõe agora de uma barra estabilizadora dianteira que pode ser solta eletronicamente para aumentar o curso da suspensão e manter a aderência das rodas nos trechos mais difíceis.


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HONDA CR-V
FICHA TÉCNICA
Motor: 4 cl, 2.01, aspirado
Transmissão: automática, 5 marchas, tração integral
Dimensões: Comp: 4,83m / Larg: 1,84 / Alt: 1,45m
Peso: 1.595 kg
Porta-Malas: n/d
Gasolina
Potência: 150 cv a 6.200 rpm
Torque: 19,4 kgfm a 4.200 rpm
Veloc. Máxima: n/d
0 a 100 km/h: 12s2
Consumo km/L: n/d
Preço / Brasil: R4 123 mil

 

CAPA | ESPECIAL 4 X 4
Os nossos futuros SUV

ONDA DE LANÇAMENTO DE SPORT-UTILITIES NA EUROPA APONTA PARA UM CRESCIMENTO DESSE MERCADO TAMBÉM NO BRASIL. CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE OS MODELOS QUE, EM BREVE, ESTARÃO NAS RUAS



EDIÇÃO: ANA FLÁVIA FURLAN

HONDA CR-V
A Honda do Brasil foi rápida no gatilho. Menos de três meses após ser lançado no Japão, o novo CR-V já está à venda nas concessionárias do País. Equipado com motor 2.0 16V de 150 cv e 19,4 kgfm de torque, o SUV chega ao mercado custando R$ 123 mil para enfrentar diretamente Toyota Rav4, Kia Sorento e Pajero Sport (esse dois em versões gasolina e diesel). Mas esses não serão seus únicos adversários. Um recente especial sobre SUV, elaborado por nossa parceira italiana, a revista Quattroruote, e apresentado nas páginas a seguir, mostra que o CR-V já enfrenta, por lá, a concorrência de outros fortes modelos off-road.

Como o Brasil absorve grande parte das características de mercado da Europa, alguns dos sport-utilities avaliados por nossa parceira internacional começam a ser vendidos aqui este ano e outros chegarão em breve. Provenientes da coreana Ssangyong, os modelos Actyon e Kyron, ambos 4x4, já estão sendo comercializados no País. O Land Rover Freelander II, mostrado na edição passada, tem sua estréia confirmada para este semestre e o Jeep Wangler, segundo informações obtidas junto à DaimlerChrysler em ocasião de sua apresentação, estréia no Brasil também este ano.

O novo Mitsubishi Outlander pode vir ao Brasil a qualquer momento e o Antara é praticamente a versão Opel do Chevrolet Captiva que deve (apesar de a marca não confirmar) ser vendido por aqui em breve. Assim como logo acontecerá por aqui, esse foi praticamente o mês do SUV na Europa. Foram sete lançamentos simultâneos de sport-utilities. A seguir, conheça algumas das principais características dos modelos que vão movimentar o segmento brasileiro dos sport-utilities médios.

Lançado quase simultaneamente na Europa e no Brasil, o Honda
CR-V chega a essa terceira geração com um visual muito mais sofisticado e robusto. Mas não foi só o desenho de sua carroceria que chamou a atencão dos jornalistas especializados na apresentação à imprensa. Entre suas principais novidades está um sistema eletrônico de assistência à pilotagem chamado Cmbs (Collision mitigation brake assistance ou Sistema de frenagem para a redução do risco de colisão) que, literalmente, freia o automóvel antes de uma batida inevitável, reduzindo seus danos.

Funciona assim: quando o carro começa a se aproximar perigosamente do veículo da frente, um aviso sonoro dá o alerta ao motorista e, no display, aparece a palavra brake; se mesmo assim a distância entre os automóveis continuar diminuindo, o sistema intervém com uma leve freada e coloca uma tensão maior no cinto de segurança; quando finalmente o impacto é inevitável, o carro estica os cintos dianteiros e freia forte, para diminuir o choque.

É o primeiro automóvel dessa categoria a oferecer esse tipo de equipamento de segurança. Mas a preocupação com a proteção aos ocupantes não parou por aí. O piloto automático, quando acionado, também é responsável por manter uma distância pré-determinada do carro da frente, os faróis giram 20 graus para iluminar as curvas e o carro conta ainda com seis airbags e controle eletrônico de estabilidade.

O novo motor 2.0 a gasolina desenvolve 150 cv e possui o mesmo comando de válvulas variável já visto nos outros motores da marca. Equipado com um câmbio automático de cinco marchas, o modelo deixa a desejar nas retomadas e nas acelerações e, ao que tudo indica, a dirigibilidade é mais favorável quando ele vem equipado com o câmbio manual de seis marchas. De qualquer forma, nota-se que a montadora privilegiou a economia de combustível no acerto de seu propulsor, chegando a uma média de 12,5 km/l em percursos mistos. Equilibrado, silencioso e com esterço eficiente, o novo CR-V lembra mais um veículo para rodar no asfalto do que um fora-de-estrada.

LAND ROVER FREELANDER II
FICHA TÉCNICA
Motor: 4 cl, em linha, 2.21, turbodiesel
Transmissão: automática, 6 marchas, tração integral
Dimensões: Comp: 4,50m / Larg: 1,91 / Alt: 1,74m
Peso: 1.770 kg
Porta-Malas: 755 Litros
Diesel
Potência: 160 cv a 4.000 rpm
Torque: 140,8 kgfm a 2.000 rpm
Veloc. Máxima: 181 km/h
0 a 100 km/h: 11s7
Consumo km/L: n/d - Estrada: 16,1
Preço estimado / Europa: € 123 mil

LAND ROVER FREELANDER II
Na Europa, o Freelander decretou o sucesso do segmento sport utility. No entanto, muita coisa mudou desde 1997, ano de seu lançamento. Agora, novamente, ele vira notícia com o lançamento de sua segunda geração (reportagem na edição de janeiro de MOTOR SHOW). Maior em dimensões, seu porta-malas cresceu em 38% para acomodar 755 litros de bagagem até o teto e o habitáculo tem inspiração – ainda que com personalidade própria – nos modelos mais caros da marca. Um dos grandes pontos de força desse modelo, seu motor diesel 2.2 de 160 cv, não será importado por restrições de nossa lei. Teremos no Brasil apenas a versão V6 gasolina com 233 cv. Já a tração integral é das mais comuns e eficazes: uma embreagem Haldex controlada eletronicamente distribui a tração no momento ideal.
O modelo traz ainda uma bela novidade: o sistema Terrain Response, que adapta o automóvel ao terreno enfrentado, disponível em seus irmãos maiores. Claro que aqui ele aparece em uma versão light já que o carro não dispõe de reduzida ou de suspensão pneumática. O esterço, na terra ou no asfalto, é razoavelmente leve, mas não se deve esperar velocidade de resposta.

SSNGYONG ACTYON
FICHA TÉCNICA
Motor: 4 cl, 2.01, turbodiesel
Transmissão: manual, 5 marchas, tração traseira com opção de 4x4
Dimensões: Comp: 4,46m / Larg: 1,88 / Alt: 1,74m
Peso: 1.881 kg
Porta-Malas: n/d
Diesel
Potência: 145 cv a 4.000 rpm
Torque: 31,6 kgfm a 4.500 rpm
Veloc. Máxima: 163 km/h
0 a 100 km/h: 13s05
Consumo km/L: n/d
Preço / Brasil: R$ 109 mil

SSANGYONG KYRON
O Ssangyong Kyron, que começa a ser vendido no Brasil, já não é mais novidade no mercado europeu. Muito pelo contrário. Por lá, ele já foi lançado, vendido, testado e aprovado pelo público e se configura em um dos grandes sucessos da marca ao lado, principalmente, do Rexton, desenhado por Giugiaro. Mas com o Actyon, a história é outra. Trata-se tade uma versão mais compacta do Kyron e foi lançada quase simultaneamente no Brasil e na Europa. A primeira vista, esse 4x4 impressiona pelas linhas muito originais de sua carroceria. Tem uma dianteira pronunciada, que lembra a cabeça de um tubarão e a traseira, ao contrário, é curta e bem inclinada, com linhas que se aproximam muito mais de um cupê, de um hatch ou em uma moderna perua do que de um SUV.

Em relação ao modelo Kyron, o Action é 20 centímetros mais curto, mas herdou grande parte de sua mecânica. O motor turbodiesel, por exemplo, é o mesmo: 2.0 Xdi, quatro cilindros common rail que, com seus 145 cv e 31,6 kgfm de torque, permite ao Action mover-se com discreta agilidade em qualquer situação. O sistema de tração também foi aproveitado. Ele dispõe de rodas motrizes traseiras e oferece a opção de inserir, por meio de uma alavanca, o sistema 4x4 (bloqueando o diferencial central) ou ainda as reduzidas, enfrentando condições fora-de-estra para as quais, a primeira vista, o Actyon não está preparado. Em relação à transmissão, a coisa muda um pouco de figura. Enquanto o irmão maior Kyron usa um câmbio automático de cinco marchas de origem Mercedes (o mesmo do Rexton), o Actyon tem como opcional uma caixa automática de quatro marchas bem menos brilhante.
Ao volante, o Actyon é um carro prazeroso, confortável e a posição do motorista é alta e cômoda. O esterço é muito desmultiplicado e um pouco lento, mas é uma característica aceitável e até interessante para a proposta de um veículo off-road.

Apesar de ser realmente um sport utility, na Europa, o Actyon possui uma versão 4x2 que não será disponibilizada no Brasil. Por aqui, o consumidor escolherá entre o Kyron 4x4 a partir de R$ 119,9 mil e o Actyon 4x4, a partir de R$ 109 mil. Um bom preço pelo que oferecem

JEEP WRANGLER UNLIMITED
FICHA TÉCNICA
Motor: 4 cl, 2.8, turbodiesel
Transmissão: manual, 6 marchas, tração integral
Dimensões: Comp: 4,75m / Larg: 1,88m / Alt: 1,84m
Alt: n/d
Peso: 2.125 kg
Porta-Malas: n/d
Diesel
Potência: 177 cv a 3.800 rpm
Torque: 41,8 kgfm a 2.000 rpm
Veloc. Máxima: 180 km/h (limitada)
0 a 100 km/h: 13s
Consumo km/L: n/d
Preço / Brasil: 30 mil

WRANGLER UNLIMITED
Visto de lado, com as portas quadradas, os pára-lamas saltados e o ar quase militar das linhas, a semelhança com o Hummer é notável. Mas basta olhá-lo de frente para identificar os inconfundíveis faróis redondos e a clássica grade com sete aletas verticais para afastar qualquer possibilidade de equívoco: o novo Unlimited é um Jeep Wrangler, apesar da mudanças. Algumas delas, aliás, verdadeiramente revolucionárias como a adoção da carroceria quatro portas (depois de 65 anos de fidelidade às duas portas), do motor turbodiesel (uma traição para os puristas), do pára-brisa curvo e de algumas concessões ao conforto como a utilização de vidros com acionamento elétrico. Com o motor 2.8 do Jeep Cherokee, que desenvolve 177 cv e excelentes 41,8 kgfm de torque, ele garante desempenho nos mais difíceis terrenos off-road. O Wrangler Unlimited, de fato, não renunciou sua vocação. O modelo dispõe agora de uma barra estabilizadora dianteira que pode ser solta eletronicamente para aumentar o curso da suspensão e manter a aderência das rodas nas partes mais exigentes do percurso. Não falta também o bloqueio do diferencial traseiro, para que o carro continue a se movimentar ainda que com tração em apenas uma das rodas.

Para a utilização no asfalto, o Wrangler também obteve melhoras. O chassi foi enrijecido, a suspensão teve sua geometria revista e houve um cuidado especial com o tratamento acústico, o que acabou significando 20% a menos de ruídos no habitáculo. Em relação ao conforto e à versatilidade, ele agora acomoda verdadeiramente cinco pessoas sem que nenhuma delas precise fazer contorcionismos para acessar seus assentos e, revomendo o teto, o consumidor passa a desfrutar de um insólito modelo SUV-Cabriolet...

O Antara é a versão Opel da Captiva, que deverá
substituir a nossa Blazer. De tão familiar, ela tem até um dispositivo para bicicletas

OPEL ANTARA
FICHA TÉCNICA
Motor: 4 cl, em linha, 2.01, turbodiesel
Transmissão: manual, 5 marchas, tração integral
Dimensões: Comp: 4,56m / Larg: 1,85 / Alt: 1,70m
Peso: 1.805 kg
Porta-Malas: n/d
Gasolina
Potência: 150 cv a 4.000 rpm
Torque: 32,6 kgfm a 2.000 rpm
Veloc. Máxima: 180 km/h (limitada)
0 a 100 km/h: 10s3
Consumo km/L: n/d
Preço / Europa: 31.801

OPEL ANTARA
Assim como seu primo-irmão, Chevrolet Captiva, o Opel Antara foi projetado sob medida para os novos desejos dos consumidores de SUV. É bem compacto para ter agilidade no trânsito, tem carroceria monobloco, suspensões com rodas independentes para um excelente comportamento na estrada e um potente motor turbodiesel de 150 cv e 32 kgfm de torque a 2.000 rpm que se mostra brilhante em alta e menos eficiente em baixas rotações, sobretudo quando lotado e em subidas. O quatro cilindros com turbina de geometria variável trabalha bem com o câmbio mecânico (automático opcional): são apenas cinco marchas sem muita disposição para serem selecionadas esportivamente, mas de acordo com as características do motor e do carro.

O esterço mostra sua vocação mais turística que esportiva, porém tem resposta confiável, com algum grau de agilidade e precisão. Para quem está ao volante a sensação é de um “estreito contato com o solo”. As rodas seguem a trajetória imposta sem que o motorista precise recorrer a constantes correções de rota, característica ratificada pelo acerto das suspensões, não excessivamente macias mas não rígidas o bastante para prejudicar o conforto.

No interior, as condições são ideais para se viajar com conforto: ambiente acolhedor e acabamento bem feito. Apesar de acomodar cinco ocupantes com certa facilidade, diferente de sua prima Captiva, o Antara não dispõe de dois assentos extras. Em compensação, oferece (como opcional) o dispositivo Flex Fix que, embutido no pára-choque, permite o transporte de bicicletas com segurança. Junto com ele, o consumidor leva um outro acessório, chamado Flex Organizer, que permite uma melhor organização da carga no bagageiro. A proposta desse SUV está longe do que propõe alguns concorrentes. Nada de reduzidas ou bloqueio do diferencial e a tração integral é inserida automaticamente apenas quando se faz necessária. Um carro mais familiar e menos aventureito, como pedem, aliás, os novos fãs do segmento.

MITSUBISH OUTLANDER
FICHA TÉCNICA
Motor: 4 cl, em linha, 2.01, turbodiesel
Transmissão: manual, 6 marchas, tração dianteira ou 4 x 4
Dimensões: Comp: 4,64m / Larg: 1,80 / Alt: 1,72m
Peso: 1.655 kg
Porta-Malas: n/d
Gasolina
Potência: 140 cv a 4.000 rpm
Torque: 31,6 kgfm a 1.750 rpm
Veloc. Máxima: 187 km/h (limitada)
0 a 100 km/h: 10s8
Consumo km/L: n/d
Preço / Brasil: indefinido

MITSUBISHI OUTLANDER
Novo é novo não há o que dizer. Do antigo modelo, só ficou o nome. O resto é uma outra história. Por fora e por dentro, nada lembra o anterior. O Mitsubishi Outlander entra definitivamente no mundo dos SUV, nas forma e na utilização. O habitáculo acomoda sete passageiros, sendo que a última fileira de bancos (um tanto desconfortáveis para longas viagens) pode ser escondida sob o assoalho. No cofre do motor, um turbodiesel de origem Volkswagen com dois litros de cilindrada e 140 cv de potência que trabalha em conjunto com um câmbio manual de seis marchas sem reduzida. Já a tração integral oferece três modalidades de funcionamento. Com um seletor pode-se escolher a posição “2WD” (tração dianteira). A posição “Auto” manda potência às rodas traseiras por meio de uma fricção controlada eletronicamente não apenas quando a dianteira perde tração. A posição “Lock” é para casos extremos e o torque fica dividido igualmente entre os dois eixos. AINda para o fora-de-estrada, a Outlander possui boa altura do solo, suspensão de curso longo e uma primeira marcha bem curta, mas por causa da ausência de marchas reduzidas, ela sofre em terrenos mais íngrimes.

Mesmo no asfalto, em razão de seus 1.655 kg, nas subidas é necessário recorrer a reduções de marcha para não perder velocidade. Em alta e nas curvas mais velozes, o bom trabalho do controle de estabilidade dá muito bem conta do recado.


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Edição 287


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